O gigante tecnológico chinês Baidu divulgou dois novos chips de IA, o Kunlun M100 e o M300.

Lançado na conferência Baidu World em Pequim na semana passada, a empresa disse que o M100 suporta cargas de trabalho de inferência em grande escala e será lançado no início de 2026, enquanto o M300 foi desenvolvido para treinamento e inferência e está previsto para 2027.

A Baidu também anunciou duas soluções de "supernodos" que conectam vários chips entre si, denominadas Tianchi 256 e Tianchi 512. Composta pelos chips P800 da Baidu, a oferta de 256 estará disponível no primeiro semestre de 2026, enquanto a versão de 512 estará disponível a partir do segundo semestre do ano.

O supernodo Tianchi é semelhante em conceito ao GB200 NVL72 da Nvidia e ao CloudMatrix 384 da Huawei, ou Atlas 950, o último dos quais foi anunciado em setembro desse ano. Composto por 384 chips Huawei 910C, o Atlas 950 será lançado no quarto trimestre de 2026, suportando 8.192 chips Ascend por nodo.

O governo dos EUA continuou a impor restrições à exportação de chips avançados para a China e, nos últimos meses, o governo chinês emitiu diretivas para limitar o uso de chips estrangeiros por empresas nacionais.

Em agosto, os meios de comunicação social estatais chineses afirmaram que os chips H20 da Nvidia representam uma preocupação de segurança nacional para a China, tendo surgido também, à época, relatos de que o governo chinês já tinha manifestado preocupações quanto à inserção de uma porta de acesso nos semicondutores.

Um artigo publicado por uma conta de uma rede social associada aos meios de comunicação social estatais chineses dizia o seguinte: "Quando um chip não é amigo do meio ambiente, nem avançado, nem seguro, enquanto consumidores, temos certamente a opção de não o comprar".

Em março de 2024, Robin Li, cofundador e Diretor Executivo da Baidu, afirmou que, apesar das restrições impostas à compra de chips de IA de ponta por Washington, a experiência do usuário oferecida pela Baidu "não será comprometida".

*Texto traduzido e editado ao português por Bruno Faria