A Faiston, empresa especializada em serviços gerenciados de infraestrutura de TI, lançou o Faiston Q, plataforma de inteligência artificial voltada à automação de operações de tecnologia. A solução utiliza agentes capazes de planejar, decidir e executar tarefas em sistemas corporativos, conectando-se a APIs, ferramentas de ITSM e ambientes de infraestrutura, com o objetivo de reduzir intervenções manuais e acelerar a resposta a incidentes.

Segundo Alexandre Theodoro, diretor de Negócios e Soluções da empresa, o lançamento ocorre em um cenário de ambientes mais distribuídos, de maior volume de dados e de demanda crescente por eficiência, especialmente em estruturas cloud e multicloud.

Projeções de mercado indicam que 93% dos líderes de TI pretendem adotar soluções de IA agêntica até 2026, enquanto o setor global deve superar 50 bilhões de dólares (249,3 bilhões de reais) até 2030. No Brasil, o avanço é impulsionado por segmentos como serviços financeiros, e-commerce e operações intensivas em infraestrutura. Estudos apontam que cerca de 60% das atividades empresariais já podem ser automatizadas com as tecnologias disponíveis, o que aumenta a pressão por escala e automação nas áreas de TI.

A plataforma Faiston Q atua em diferentes camadas da operação de TI. Em observabilidade, identifica padrões e anomalias sem depender de parâmetros fixos. Na gestão de incidentes, automatiza etapas como a abertura, o diagnóstico e as recomendações de solução. Em ambientes na nuvem, monitora continuamente os custos e sugere ajustes no uso de recursos. Segundo a empresa, em cenários de DevOps é possível reduzir o tempo médio de resolução de incidentes em até 60%.

A solução também se integra ao portfólio de cloud da Faiston, que inclui modernização, segurança, observabilidade, dados e FinOps. A proposta é unificar a operação em uma única camada de inteligência, reduzindo a fragmentação entre ferramentas e acelerando a correlação de eventos, métricas e logs.

De acordo com a empresa, o modelo de IA agêntica tende a transformar a atuação das equipes de TI. Ao automatizar tarefas operacionais e decisões recorrentes, a tecnologia desloca o foco dos times para atividades de planejamento, arquitetura e governança, em um contexto de ambientes digitais cada vez mais complexos e difíceis de gerenciar manualmente.