A WOM Colômbia traçou planos para lançar serviços 5G, apenas uma semana depois que a empresa foi resgatada por novos investidores.

Em entrevista à Forbes Colômbia essa semana, o CEO da empresa disse que a WOM começará a lançar sua rede 5G durante o segundo semestre do ano.

"No segundo semestre do ano, estaremos implementando a infraestrutura", disse Ramiro Lafarga, CEO da WOM Colômbia.

Seus comentários vêm uma semana depois que a SUR Holdings adquiriu a operadora endividada, que é a quarta maior operadora de rede móvel da Colômbia.

O acordo é uma tábua de salvação para a quarta maior operadora de rede móvel da Colômbia, que entrou com pedido de falência em abril do ano passado, semanas depois de sua contraparte chilena.

Lafarga disse à Forbes que a empresa está no meio de um processo de reorganização.

"Com o novo acionista, teremos mais recursos para atingir o ponto de equilíbrio o quanto antes", acrescentou.

Lafarga disse que o apoio do Governo tem sido crucial para a operadora de telecomunicações.

"Fizemos progressos com o Ministério para acertar o adiamento do pagamento das taxas de licenças de espectro 4G, com juros indexados a uma taxa superior à inflação", disse ele. "Isso nos dá oxigênio para tornar a empresa lucrativa".

A WOM foi lançada como a quarta operadora de rede móvel da Colômbia em 2020, apoiada pelo fundo de investimento Novator Partners, com sede em Londres.

A empresa disse na época que investiria mais de 1 bilhão de dólares (6 bilhões de reais) em projetos de infraestrutura no país nos próximos cinco anos.

O Governo colombiano concedeu um período de carência de três anos para pagamentos de espectro, que serão pagos com juros a partir de 2029. No entanto, os pagamentos pela implementação e leilão do 5G são mantidos normalmente.

Atualmente, a WOM atende a cerca de sete milhões de assinantes móveis.

A Claro é a maior operadora do país com 40,1 milhões de clientes, seguida pela Movistar (20,9 milhões) e Tigo (15,1 milhões).