A V.tal comunicou ao mercado, em 30 de dezembro, que identificou, preliminarmente, a necessidade de registrar um ajuste contábil de 12 bilhões de reais, decorrente da redução do valor recuperável de determinados ativos, durante a preparação das demonstrações financeiras referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025, informa o site Tele.Síntese.

De acordo com o comunicado, o ajuste resulta principalmente da atualização de premissas econômicas, operacionais e financeiras utilizadas na mensuração do valor recuperável dos ativos, com ênfase nos intangíveis — entre eles, o ágio gerado em aquisições anteriores. A empresa destacou que o impacto é exclusivamente contábil, sem efeito sobre o caixa.

As principais aquisições da companhia incluem a Oi Fibra, atualmente Nio, e a rede fixa da Oi, anteriormente Infraco e hoje V.tal. Quando a Infraco foi estruturada, em 2021, estimava-se um valor de firma de 20 bilhões de reais. Na ocasião, fundos administrados pelo BTG desembolsaram 12,9 bilhões de reais, correspondentes a 57,9% da operação. Atualmente, a Oi S.A. detém cerca de 27,5% das ações da V.tal, enquanto o BTG detém os 72,5% restantes.

A V.tal informou que a redução ao valor recuperável de ativos não afeta sua posição financeira, o fluxo de caixa, as obrigações assumidas ou a continuidade das operações, tampouco a qualidade dos serviços prestados aos clientes.

No comunicado, a empresa reiterou que mantém plena capacidade de honrar seus compromissos, incluindo os relacionados a debêntures. A companhia destacou ainda possuir cerca de 1,9 bilhão de reais em caixa e em aplicações financeiras, além de aproximadamente 2,5 bilhões de reais em empréstimos e financiamentos.

O fato relevante é que o ajuste contábil e os resultados financeiros finais ainda passarão pela análise do Comitê de Auditoria, do Conselho de Administração e pela revisão da auditoria independente, no âmbito da elaboração das demonstrações financeiras anuais.

A divulgação dos valores definitivos e da quantificação final do ajuste ocorrerá juntamente com as Demonstrações Financeiras de 2025, cuja data de publicação ainda não foi definida.