A Oracle registrou mais um trimestre de resultados recordes, impulsionada pelo avanço das operações de nuvem. A receita total subiu 21% e alcançou US$ 19,2 bilhões. As receitas de Cloud (IaaS + SaaS) cresceram 47%, para US$ 9,9 bilhões, com destaque para a alta de 93% em Infraestrutura em Nuvem (IaaS).
As receitas de software somaram US$ 6,8 bilhões, uma queda de 2%, o que reflete a migração contínua de clientes para a nuvem. Serviços avançaram 13%, para US$ 1,5 bilhão, e hardware cresceu 9%, atingindo US$ 900 milhões.
O lucro operacional GAAP subiu 20%, para US$ 6,1 bilhões, enquanto o lucro operacional não‑GAAP atingiu US$ 8,6 bilhões, alta de 22%. O lucro líquido GAAP atribuível aos acionistas foi de US$ 4,2 bilhões, um avanço de 23%, e o lucro líquido não-GAAP atingiu US$ 6,2 bilhões, um aumento de 26%. O lucro por ação GAAP ficou em US$ 1,45 e o não‑GAAP, em US$ 2,11.
No ano fiscal de 2026, a Oracle registrou receita recorde de US$ 67,4 bilhões, um crescimento de 17%. As receitas de Cloud avançaram 39%, para US$ 34 bilhões. Software recuou 1%, para US$ 24,5 bilhões, enquanto os serviços cresceram 10%, somando US$ 5,7 bilhões. Hardware fechou o período com US$ 3,1 bilhões, alta de 5%.
A Oracle registrou avanço nos principais indicadores financeiros do ano fiscal de 2026. O lucro operacional GAAP atingiu US$ 20,6 bilhões, alta de 17%, enquanto o resultado operacional não‑GAAP atingiu um recorde de US$ 28,9 bilhões, crescimento de 16%. O lucro líquido GAAP atribuível aos acionistas somou US$ 17 bilhões, um aumento de 36%, e o lucro líquido não-GAAP alcançou US$ 22,2 bilhões, uma alta de 29%. O lucro por ação GAAP subiu para US$ 5,83 e o lucro não GAAP, para US$ 7,63.
O fluxo de caixa operacional encerrou o período em US$ 32 bilhões, um avanço de 54%. Já o fluxo de caixa livre ficou negativo em US$ 23,7 bilhões, refletindo o ritmo acelerado de investimentos na expansão da infraestrutura de nuvem.
As Obrigações de Desempenho Remanescentes (RPO) chegaram a US$ 638 bilhões, um aumento de 363% em relação ao ano anterior, impulsionadas principalmente por contratos de grande porte em inteligência artificial, que incluem pagamentos antecipados ou o fornecimento direto de GPUs pelos clientes. Esse modelo já soma US$ 75 bilhões em hardware pré‑pago ou fornecido, reduzindo a necessidade de captação de capital para expansão de data centers.
No ano fiscal de 2026, a Oracle levantou US$ 43 bilhões em dívida e US$ 5 bilhões em capital próprio para financiar seu programa de expansão. Para 2027, a empresa prevê captar cerca de US$ 40 bilhões por meio de uma combinação de dívida e equity, incluindo a emissão de US$ 20 bilhões em ações já anunciada. A companhia não espera emitir novas dívidas no ano‑calendário de 2026.
A Oracle projetou, para o primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, um crescimento de 27% a 29% na receita total, tanto em moeda constante quanto em dólares. A receita de Cloud deve avançar entre 57% e 63% em moeda constante e entre 58% e 64% em dólares. O lucro por ação não‑GAAP está estimado entre US$ 1,71 e US$ 1,75 em moeda constante e entre US$ 1,72 e US$ 1,76 em dólares, o que representa uma alta de até 20%.
Para o ano fiscal de 2027, a empresa mantém a projeção de receita total de US$ 90 bilhões e elevou a estimativa de lucro por ação não‑GAAP para US$ 8,05, um crescimento de 18% após ajustes por eventos não recorrentes ligados à venda do negócio de chips Ampere e aos warrants da Bloom Energy.
Segundo a companhia, o avanço das RPOs e das receitas é impulsionado pela demanda crescente por infraestrutura de nuvem voltada a modelos de inteligência artificial. A Oracle afirma estar ampliando sua rede de datacenters com o uso de energia limpa e de tecnologias de alto desempenho, o que sustenta o ritmo acelerado de expansão. Negócios de banco de dados e de aplicações também se beneficiam da adoção antecipada de IA.
O Oracle Multicloud AI Database cresceu 404% no quarto trimestre, tornando‑se o produto de expansão mais rápida da empresa. A suíte Oracle Health deve incorporar uma versão totalmente baseada em IA do sistema Cerner, com expectativa de impulsionar o crescimento do segmento para dois dígitos em 2027. A companhia afirma que a IA deve transformar o setor de saúde, acelerando o desenvolvimento de medicamentos, melhorando os resultados clínicos e reduzindo custos.
O Conselho de Administração declarou, ainda, um dividendo trimestral de US$ 0,50 por ação, a ser pago em 24 de julho de 2026 aos acionistas registrados até 10 de julho de 2026.
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