A Starlink da SpaceX continua a ampliar a carteira de estações terrestres, expandindo sua infraestrutura terrestre no Chile e no Equador.
A Starlink mira o Chile
De acordo com a imprensa local, a Subsecretaria de Telecomunicações do Chile (Subtel) autorizou essa semana o pedido da Starlink para instalar seis estações terrestres em todo o país.
Cinco delas estarão localizadas na Região Metropolitana, nos municípios de San Bernardo, Pudahuel, Las Condes e Quilicura. Em Cabrero (região de Biobío) e Limache (região de Valparaíso), está previsto um local de entrada cada.
A empresa terá 30 dias a partir da autorização para iniciar a construção; todo o projeto deverá estar concluído em um prazo máximo de 22 meses e operacional em um prazo de 24 meses.
O Chile foi o primeiro país latino-americano a aprovar o serviço de Internet da Starlink, concedendo autorizações para cinco estações até ao final de 2021, informa a BNAmericas. O pedido de novas estações terrestres deve-se, alegadamente, a um aumento da procura no país.
A empresa local de telecomunicações Entel anunciou no ano passado uma parceria com a Starlink no Chile e no Peru. A Starlink oferecerá serviços direct-to-cell no Chile através da Entel.
A Starlink possui dezenas de estações terrestres em todo o mundo e continua a construir novas estações. Recentemente, solicitou autorização para instalar estações terrestres em County Mayo (Irlanda), Tampa (Flórida), Christchurch (Nova Zelândia) e Leuk (Suíça). Na Ásia, a empresa está instalando infraestruturas no Vietnã e em Bangladesh.
Starlink coloca um gateway nas Ilhas Galápagos
Paralelamente, no Equador, a Starlink instalou recentemente uma nova estação terrestre de gateway comunitária nas Ilhas Galápagos.
A Corporación de Telecomunicaciones (CNT), a empresa pública de telecomunicações do Equador, anunciou recentemente: "No dia 19 de agosto, a CNT apresentou o seu gateway comunitário, com tecnologia Starlink. Esse projeto marca uma nova era de conectividade para as ilhas, oferecendo velocidades semelhantes às da fibra ótica do espaço às Ilhas Galápagos".
"A Starlink liga as Ilhas Galápagos com um gateway comunitário, oferecendo velocidades de Internet semelhantes às da fibra ótica a partir do espaço", acrescentou a Starlink em seu próprio post.
Enquanto a Starlink pode oferecer serviços diretamente aos consumidores através de pequenas antenas, os gateways comunitários da Starlink oferecem trânsito de Internet a outros fornecedores de serviços de Internet, proporcionando "velocidades semelhantes às da fibra" às comunidades.
A empresa de satélites afirma que o serviço, que requer antenas revestidas de radome de maiores dimensões do que os pequenos painéis planos dos consumidores, oferece velocidades até 10 Gbps para cima e para baixo. Os preços dos gateways começam em 75.000 dólares/Gbps por mês (406.000 reais), com um custo inicial de 1,25 milhão de dólares (6,7 milhões de reais).
A Starlink instalou pela primeira vez um gateway comunitário na ilha de Unalaska, no Alasca, para o fornecedor local OptimERA xG.
A Broadband Systems Corporation de Ruanda, o Governo Regional Kativik do Norte do Canadá, a Tuvalu Telecom, a Telikom de Nauru (também conhecida como Neotel) e a FSM Telecom da Micronésia também implantaram gateways comunitários Starlink.
A CNT já tinha contado com a SES para a conectividade por satélite com as Galápagos, uma província do Equador localizada a cerca de 1.000 km da costa do país. Depois de assinar um acordo em 2015 para utilizar a frota O3b da SES, a CNT assinou um segundo acordo para utilizar os novos satélites O3b mPower do operador em 2022. Ainda que com muito atraso, a ilha será ligada ao Equador continental pela primeira vez através de um cabo de fibra submarino em 2027.
*Traduzido e editado ao português do original em espanhol por Bruno Faria
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