A expansão dos data centers no Brasil, impulsionada pelo crescimento da inteligência artificial, da computação em nuvem e dos serviços digitais, vem ampliando a demanda por soluções capazes de garantir o fornecimento ininterrupto de energia. Nesse cenário, a Powersafe, empresa brasileira especializada em armazenamento e fornecimento de energia, reforça sua atuação no segmento com tecnologias de baterias de alta performance e serviços integrados para a infraestrutura elétrica de instalações críticas.
Entre as principais soluções da companhia estão as linhas de baterias Getpower GP-PLX e GP-XP, desenvolvidas para aplicações de alta taxa de descarga em sistemas UPS (Uninterruptible Power Supply), conhecidos como nobreaks. Integradas ao UPS e dimensionadas para a carga da instalação, essas baterias fornecem a energia necessária para manter os equipamentos em funcionamento durante interrupções da rede elétrica, até a entrada dos geradores de emergência ou pelo período de autonomia previsto no projeto.
Segundo a Powersafe, sua atuação nesse segmento já inclui o fornecimento de tecnologias utilizadas por dois dos maiores operadores de data centers do Brasil. A empresa oferece soluções que abrangem o dimensionamento dos bancos de baterias, engenharia, instalação, testes, comissionamento, suporte técnico e logística reversa das baterias ao final da vida útil.
"O crescimento da infraestrutura digital exige sistemas de energia cada vez mais confiáveis. Nos data centers, mesmo interrupções de poucos segundos podem comprometer operações críticas. Por isso, a escolha das baterias precisa considerar não apenas a capacidade de armazenamento, mas principalmente a potência disponível, a confiabilidade e as características de cada instalação", destaca Leandro Alvares, diretor executivo da Powersafe.
Alta potência para aplicações críticas
Diferentemente de sistemas de armazenamento projetados para fornecer energia durante várias horas, as baterias utilizadas em UPS de data centers precisam entregar elevada potência em intervalos curtos, com autonomia frequentemente dimensionada entre cinco e 15 minutos, conforme os requisitos da instalação.
As linhas Getpower GP-PLX e GP-XP utilizam tecnologia chumbo-ácido regulada por válvula (VRLA), com eletrólito absorvido em manta de microfibra de vidro (AGM), e são desenvolvidas para aplicações que exigem alta potência, confiabilidade e desempenho em descargas de curta duração.
A linha GP-PLX incorpora placas finas de chumbo puro (TPPL, do inglês Thin Plate Pure Lead), construção que favorece baixa resistência interna e a entrega de alta potência em descargas de curta duração. Já a GP-XP é apresentada como Ultra High Rate, voltada a aplicações que exigem taxas de descarga muito elevadas, especialmente em sistemas UPS.
A escolha entre diferentes tecnologias de baterias, incluindo chumbo-ácido e íons de lítio, depende de fatores como potência requerida, autonomia necessária, compatibilidade com o UPS, espaço disponível, investimento inicial, vida útil, manutenção e requisitos de segurança. Essa avaliação deve considerar também as condições de operação e o custo total ao longo da vida útil do sistema.
Para a Powersafe, a especificação correta do banco de baterias e sua integração com o UPS e os demais componentes da infraestrutura elétrica são fundamentais para alcançar o desempenho previsto no projeto.
"Não existe uma solução única para todos os data centers. Cada instalação possui requisitos específicos de potência, autonomia e disponibilidade. Nosso trabalho é avaliar essas condições e oferecer a tecnologia mais adequada, considerando desempenho, segurança operacional e custo total ao longo da vida útil dos equipamentos", explica Alvares.
Engenharia, confiabilidade e sustentabilidade
Além do fornecimento das baterias, a Powersafe atua nas diferentes etapas dos projetos de energia de emergência, desde a análise das necessidades operacionais até a instalação, o comissionamento e o suporte pós-venda.
Outro componente dessa atuação é a logística reversa. Por meio do programa Ecosafe, a empresa realiza a retirada e o encaminhamento de baterias inservíveis para destinação ambientalmente adequada, incluindo processos de reciclagem e reaproveitamento de materiais.
A iniciativa contribui para o cumprimento das exigências ambientais e para a gestão do ciclo de vida dos equipamentos, aspecto cada vez mais relevante em um setor que combina elevados investimentos em infraestrutura com metas de eficiência operacional e sustentabilidade.
Segundo a Powersafe, o avanço dos investimentos em infraestrutura digital no Brasil também deve ampliar a demanda por modernização de sistemas de energia de emergência em instalações existentes, além da implantação de novas estruturas.
"A continuidade operacional é um dos pilares de qualquer data center. Com a ampliação da capacidade instalada no Brasil, cresce também a necessidade de parceiros que ofereçam não apenas equipamentos, mas suporte técnico, capacidade de execução e acompanhamento durante todo o ciclo de vida dos sistemas de energia", conclui Leandro Alvares.
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