A Oracle planeja cortar milhares de postos de trabalho enquanto luta para financiar a expansão crescente de seu data center de inteligência artificial.

A Bloomberg informa que as demissões podem começar ainda esse mês e afetar até mesmo o negócio em nuvem da empresa, que busca liberar fluxo de caixa.

Oracle plane
– Sebastian Moss

Em setembro, a Oracle revelou seus planos para a maior reestruturação de sua história, com um gasto de até 1,6 bilhão de dólares (8,4 bilhões de reais) no atual ano fiscal que termina em maio, incluindo indenizações por demissão para os funcionários que deixarem a empresa.

No mês passado, a empresa anunciou que iria arrecadar até 50 bilhões de dólares (264 bilhões de reais) em dívida e capital para construir data centers para clientes na nuvem, como AMD, Meta, Nvidia, OpenAI, TikTok, xAI e outros. A empresa já levantou dezenas de bilhões em dívida, mas por vezes foi cotada como obrigações de alto risco pelo receio de uma bolha de IA e a uma dependência excessiva de um pequeno número de clientes.

É importante notar que a Oracle conseguiu um contrato de nuvem com a OpenAI no valor de 300 bilhões de dólares (1,6 trilhão de reais), o maior da história. A magnitude do acordo suscitou a preocupação dos investidores, dado o crescimento da OpenAI impulsionado pela dívida.

No ano passado, a DCD foi a primeira a informar sobre as demissões maciças na Oracle, igualmente focadas em aumentar o fluxo de caixa. Os cortes em toda a empresa afetaram várias divisões, incluindo as equipas de IA/ML, e afetaram trabalhadores no mundo todo.

As novas demissões devem ser mais abrangentes e afetarão mais profundamente os 162.000 funcionários da empresa.

Um relatório da TD Cowen do mês passado indicava que a Oracle avaliava uma possível "redução de pessoal" entre 20.000 e 30.000 funcionários, na esperança de gerar entre 8 e 10 bilhões de dólares (42,2 e 52,8 bilhões de reais) em fluxo de caixa livre.

*Texto traduzido e editado ao português por Bruno Faria