Chris Malone juntou-se esse mês à Nvidia como vice-presidente da DSX Platform, depois de ter deixado a OpenAI em agosto, onde liderou a estratégia de data center por cerca de um ano e meio.

Malone chegou à OpenAI em março de 2025, vindo da Meta. Anteriormente, trabalhou por quase 12 anos no Google, nas áreas de infraestrutura de data centers e de I&D em hardware.

Su novo cargo insere-o em uma iniciativa da Nvidia que visa proporcionar uma arquitetura abrangente para conceber, construir e operar fábricas de IA.

A DSX integra energia, refrigeração e computação

A Nvidia apresentou o DSX em maio de 2026 como uma plataforma que combina projetos de referência, simulação, software operativo e tecnologias de seus parceiros para abordar o centro de dados como um sistema completo.

A plataforma abrange desde a computação, o armazenamento e as redes até à alimentação, à refrigeração, aos controles e ao projeto das instalações. O DSX Sim permite modelar a infraestrutura antes da sua construção, enquanto o DSX OS gere diferentes funções durante a operação.

A OpenAI reorganiza sua infraestrutura

A saída de Malone ocorreu na sequência de uma reorganização das equipes de infraestrutura da OpenAI. Em março, a empresa dividiu essas funções entre o projeto de data centers, as parcerias comerciais com fornecedores e a gestão das instalações utilizadas pela OpenAI.

Sachin Katti mantém a responsabilidade pelo Stargate, enquanto Spas Lazarov lidera a engenharia de data centers e Brent Mayo está à frente do desenvolvimento e entrega das instalações.

A mudança de Malone para a Nvidia ocorre, portanto, em um momento em que a fronteira entre fabricantes de chips, operadores de IA e desenvolvedores de infraestrutura é cada vez mais difusa.

Uma arquitetura que pode estender-se à América Latina

Embora a nomeação seja norte-americana, o modelo tem implicações para o mercado latino-americano. O crescimento das cargas de IA leva os operadores regionais a avaliar simultaneamente a disponibilidade elétrica, a densidade de racks, a refrigeração líquida, a conectividade e a capacidade de expansão.

A proposta da DSX visa, precisamente, integrar essas variáveis desde a fase de projeto. Para os mercados latino-americanos com restrições de rede, de água ou de espaço, esse planejamento conjunto pode revelar-se especialmente relevante.

A evolução das "AI factories" aponta, assim, para uma infraestrutura cada vez mais integrada, na qual a capacidade de computação é concebida em conjunto com a energia e a refrigeração. A contratação de Malone reúne a experiência de operador e o conhecimento em infraestrutura em uma plataforma que a Nvidia pretende utilizar para padronizar essa arquitetura em grande escala.

*Texto traduzido e editado ao português por Bruno Faria