Israel e os EUA atacaram pelo menos dois data centers em Teerã, de acordo com a Holistic Resilience.

A organização sem fins lucrativos, que mapeia os ataques aéreos no Irã, afirmou que um dos data centers era utilizado pela Guarda Revolucionária Islâmica. Não foram divulgadas informações específicas sobre as instalações e seus operadores.

Iran war
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Os ataques ocorrem após vários ataques aos data centers da Amazon Web Services, com dois atingidos por ataques com drones nos Emirados Árabes Unidos e um terceiro danificado no Bahrein. Os ataques, uma retaliação a uma campanha de bombardeamentos pelos EUA e Israel, causaram interrupções contínuas nas regiões de nuvem ME-CENTRAL-1 e ME-SOUTH-1 da Amazon.

Como infraestrutura crítica, os data centers são alvos em guerra, com sua função fundamental para operações militares, governamentais e civis. No início do ano, as forças ucranianas destruíram um data center russo com drones, com a instalação alegadamente utilizada para o esforço de guerra russo.

No entanto, os ataques à AWS foram o primeiro caso publicamente confirmado de um data center de hiperescala dos EUA afetado por ataques físicos em uma guerra. Não se sabe se as instalações eram utilizadas para cargas de trabalho militares além das civis. Entre os clientes da AWS está o Departamento de Defesa dos EUA.

Também não se sabe se os ataques a data centers iranianos foram uma retaliação aos ataques à AWS ou simplesmente parte da destruição mais ampla da infraestrutura crítica do Irã. Acredita-se que cabos de fibra e locais de telecomunicações também tenham sido afetados, mas podem ser danos colaterais de uma campanha de bombardeios mais ampla.

O Irã também tomou medidas para desconectar a população, impondo um bloqueio à Internet cerca de quatro horas após o início da guerra.

"As métricas mostram que a conectividade à Internet está estabilizada em 1% dos níveis normais, à medida que o conflito regional se intensifica", afirmou o rastreador de interrupções NetBlocks. "O apagão imposto pelo regime é o segundo desse ano e segue-se ao desligamento de janeiro, quando milhares de pessoas foram mortas".

*Texto traduzido e editado ao português por Bruno Faria