A Elea Data Centers anunciou nesta quinta-feira (8) um projeto de até 3,2GW de capacidade energética que tem como objetivo suportar o crescimento acelerado das aplicações de inteligência artificial (IA) e computação em nuvem. O projeto dá origem à Rio AI City, uma cidade de data centers localizada na região do Parque Olímpico, no Rio de Janeiro. A iniciativa envolve um investimento da ordem de bilhões de dólares, o que o torna um dos maiores da América Latina e do mundo.
O projeto nasce integrado à infraestrutura urbana da cidade, incluindo o hub de cabos submarinos, a malha energética disponível e a conectividade local. Segundo a Elea, a conexão à rede básica de energia é uma das mais estáveis do mundo, com 99,8% de disponibilidade, e utiliza exclusivamente energia proveniente de fontes renováveis.
O complexo estará conectado ao projeto de regeneração urbana Mata Maravilha, no Porto Maravilha. O empreendimento público-privado irá reflorestar e revitalizar mais de 200 mil m², incluindo uma zona digital dedicada à tecnologia verde, atraindo empresas de inovação e nômades digitais. O projeto também contempla dois parques icônicos, áreas residenciais e espaços verdes, além de espaços culturais, educacionais, hotéis, gastronomia e longevidade, criando um ecossistema urbano e multifuncional.
“Vislumbramos uma cidade de data centers projetada para o futuro, pensando no ecossistema entre comunidade, sustentabilidade e inovação tecnológica. A Rio AI City nasce com energia disponível, conectividade e com um projeto capaz de atrair os cérebros que desenharão o mundo que virá. Vemos o Brasil e o Rio de Janeiro se posicionando no epicentro global da transformação digital”, destaca Alessandro Lombardi, presidente e fundador da Elea Data Centers.
A iniciativa também é apoiada institucionalmente pela Prefeitura do Rio de Janeiro.
“O Rio está se consolidando como a capital da nova economia. Projetos como a Rio AI City mostram que estamos prontos para liderar a revolução digital com sustentabilidade, inclusão e inovação. Essa iniciativa reforça nosso compromisso de transformar o Rio em um grande polo global de tecnologia, atraindo investimentos, gerando empregos de qualidade e conectando nossa cidade ao futuro”, afirma Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.
Com investimentos diretos e indiretos estimados em centenas de bilhões de reais ao longo da próxima década, a Rio AI City deve gerar mais de 10 mil empregos qualificados.
A primeira fase da Rio AI City, que já conta com a operação do data center RJO1, encontra-se agora na fase de construção do site RJO2, que iniciará uma entrega de capacidade da ordem de 80 MW já em 2026.
Na sequência, serão entregues as unidades RJO3 e RJO4, que acrescentarão, aproximadamente, outros 120 MW. A expansão seguirá de forma contínua até atingir 1,3 GW adicionais, consolidando a meta de 1,5 GW na primeira fase — com potencial de alcançar até 3,2 GW em fases futuras.
A Rio AI City conta com o projeto conceitual e o masterplan da Hyphen, e está sendo concebida com sistemas de refrigeração que eliminam o uso de água, infraestrutura para racks de alta densidade e arquitetura green skin, que alia eficiência energética, design, construção e operação sustentável.
Características da Rio AI City:
- Infraestrutura escalável: capacidade energética inicial de 1,5 GW dedicada a cargas de trabalho de IA e cloud, com potencial de expansão para até 3,2 GW.
- Operacional desde já: com o data center RJO1 já em funcionamento, trata-se do site mais interconectado da região fluminense, certificado Tier 3 de classe mundial. As primeiras expansões para entregar os primeiros 200 MW iniciam em 2026.
- Energia 100% renovável: fornecimento assegurado por fontes renováveis certificadas em todas as fases do projeto.
- Eficiência e sustentabilidade no centro: uso de sistemas de refrigeração sem água e conceito green skin, conectado ao plano de revitalização urbana do Rio.
- Localização estratégica: implantado em área segura, conectada ao hub de cabos submarinos, e próxima a aeroportos, centros logísticos, e à subestação de energia.
- Integração com o projeto Mata Maravilha: o projeto será a infraestrutura de TI que suportará os novos empreendimentos residenciais, corporativos e públicos.
- Geração de valor para a cidade: mais de 10 mil empregos, bilhões de dólares em investimentos diretos e indiretos gerados, além de impulso à inclusão digital e à atração de empresas de tecnologia e inovação.
Na última semana de abril, a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou o plano de desenvolver um projeto ambicioso de data center na região, mas sem compartilhar maiores detalhes.
Na ocasião, o governo municipal também destacou que a Rio AI City pretende apoiar a instalação de novos supercomputadores, seguindo o exemplo do Santos Dumont, localizado no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e administrado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
O Parque Olímpico está localizado na região de Jacarepaguá, área que já abriga uma instalação da Elea Data Centers. Em 2024, o potencial dessa área foi tema de um DCD>Talks em que prefeitura revelou sua intenção de atrair grandes investimentos para o setor.
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