A análise dos resultados do Índice Brasileiro de Conectividade (IBC), divulgada pela Anatel na sexta-feira, 26 de junho, aponta avanço da conectividade no país em 2025, informa a assessoria do MCom. A média nacional do indicador subiu de 52,4 para 55,3 pontos, crescimento de 2,9 pontos em relação ao ano anterior. Segundo o estudo, 82,8% dos municípios registraram melhora nos níveis de conectividade.
Os dados reforçam a expansão da infraestrutura digital e servem de base para políticas públicas voltadas à universalização do acesso aos serviços de telecomunicações. O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o país amplia de forma consistente o acesso à infraestrutura digital, embora o trabalho de inclusão ainda precise avançar.
A expansão da cobertura móvel foi o principal destaque: mais de 92% dos municípios apresentaram evolução nesse componente. Todas as regiões tiveram crescimento estatisticamente significativo, com o Centro-Oeste liderando o avanço ao registrar um aumento médio de 3,87 pontos no índice.
A análise do IBC indica que, apesar das diferenças históricas entre as regiões, a expansão da infraestrutura digital tem avançado de forma mais distribuída pelo país. Embora os municípios mais conectados continuem concentrados no Sul e no Sudeste, os avanços registrados entre 2024 e 2025 alcançaram áreas antes menos atendidas, sugerindo que investimentos recentes ampliaram o acesso a novas localidades.
O estudo também reforça a relação entre conectividade e desenvolvimento socioeconômico: municípios com maior renda per capita tendem a apresentar melhores níveis de acesso digital, evidenciando o papel da infraestrutura de telecomunicações na inclusão, no crescimento econômico e na oferta de serviços públicos.
Outro ponto destacado é o desempenho dos municípios turísticos, que registraram média de conectividade superior à média nacional, indicando impacto direto da infraestrutura digital sobre atividades ligadas ao turismo, ao comércio e aos serviços.
A publicação aponta que, apesar dos avanços recentes, ainda há desafios para a universalização da conectividade no país e indica prioridades para o aperfeiçoamento das políticas públicas do setor. Entre as recomendações estão o aumento dos investimentos em regiões com infraestrutura limitada, especialmente na Amazônia Legal e no semiárido nordestino, ações voltadas a municípios com menor capacidade de atrair recursos privados e iniciativas que acelerem a expansão da cobertura em áreas com potencial de desenvolvimento regional.
O estudo conclui que o Índice Brasileiro de Conectividade se consolida como instrumento estratégico para orientar políticas públicas, monitorar a evolução da infraestrutura digital e apoiar a ampliação dos serviços de telecomunicações em todo o território nacional.
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