Qual é a diferença entre recuperação de desastres e recuperação cibernética? Embora possa parecer algo semelhante à primeira vista, se analisarmos com mais profundidade, veremos diferenças significativas. 

Uma pesquisa que aborda essas distinções, a qual entrevistou 500 líderes de TI e Segurança em todo o mundo e foi encomendada pela Commvault, apontou que existe um gap de preparação em que a recuperação cibernética exige uma abordagem diferente da recuperação de desastres. E esse gap se destaca como a maior complexidade e alcance da recuperação cibernética. 

A pesquisa mostra que a confiança é baixa: apenas 26% dos entrevistados estão confiantes em sua capacidade de proteger todas as aplicações e dados de missão crítica. E apenas 20% estão confiantes de que estão protegendo todas as aplicações e dados necessários para permanecerem operacionais. 

Outro ponto de destaque é a complexidade e diferenciação. Pois, a recuperação cibernética (CR) é significativamente mais complicada do que a recuperação de desastres tradicional (DR). Entre os entrevistados, 70% dizem que a CR é mais complexa, demora mais ou ambos. Embora CR e DR visem restaurar as operações, o primeiro envolve etapas adicionais para uma recuperação bem-sucedida. 

O estudo ainda revela que quase todos os entrevistados (91%) dizem que a complexidade com a CR começa com o gasto de tempo e esforço significativos em análise forense para determinar o escopo total do incidente. E 85% dizem que a recuperação sem estabelecer um ambiente de clean room cria um risco significativo de reinfecção. Um número semelhante de entrevistados (83%) teme que a pressa para se recuperar de um incidente cibernético possa destruir evidências valiosas. 

Além disso, processos e tecnologias especializadas tornam a CR mais complicada. Dentre os entrevistados, 64% dizem que as tecnologias para CR são mais complexas do que a DR tradicional. E as habilidades interpessoais são um problema. Também, 59% dos entrevistados relatam que encontrar e reter funcionários com as habilidades certas é mais difícil para CR do que para DR.  

É fato que os ataques querem mais do que dados Os pagamentos de ransomware são normalmente motivados pelas necessidades de RTO (objetivo do tempo de recuperação), então os invasores sabem que remover a infraestrutura de backup agravará a situação para a vítima. Entre os entrevistados da pesquisa, 92% dizem que sofreram ataques que visam explicitamente backups e 71% dizem que esses tipos de ataques são responsáveis ​​por metade ou mais de todos os ataques. A boa notícia é que quase todos (96%) relatam que estão tomando medidas extras para proteger pelo menos algumas ou todas as suas cópias de backup. 

Mas nem tudo é preto e branco quando se trata de DR vs CR. Apesar das diferenças, muitas organizações integram o planejamento de CR em seus programas de DR mais amplos. Mais de 52% das organizações incluem CR como parte de sua estratégia de DR e, mesmo quando gerenciadas separadamente, há alto grau de alinhamento em processos e protocolos. 

Dessa forma, por que uma ênfase diferente na recuperação cibernética é importante? Em relação a ataques ransomware, além da perda óbvia de dados e do tempo de inatividade, 44% dos entrevistados da pesquisa também destacaram danos à reputação e perda de clientes; 42% relatam roubo de dados confidenciais de funcionários/clientes/parceiros; 40% apontam violações de conformidade; 32% dizem que esses ataques resultaram em responsabilidade de terceiros/ação legal e, em relação ao lado financeiro, quase um quarto dos entrevistados (23%) disseram ter pago um resgate no ano passado, com o maior valor médio sendo de quase 3 milhões de dólares (17 milhões de reais).