A Yalo, plataforma inteligente de vendas impulsionada por IA, realizou uma coletiva de imprensa em São Paulo na quinta-feira, 22 de maio, para apresentar, em primeira mão para a imprensa especializada, o Oris - o primeiro agente de vendas inteligente: um novo tipo de “funcionário digital” criado para vender como os melhores vendedores humanos, em escala e com base em dados. O Oris é capaz de entender mensagens de voz, fazer recomendações estratégicas, agir proativamente e vender, de forma contextualizada, personalizada e escalável, utilizando inteligência artificial em qualquer canal, podendo ser chamadas de voz, WhatsApp, aplicativos, entre outras funcionalidades.

A nova tecnologia, lançada globalmente, foi apresentada por Javier Mata, fundador e CEO da Yalo. O executivo, nascido na Guatemala, está no Brasil há cerca de um ano e meio, focado na construção e expansão da empresa no país. A Yalo busca recriar as melhores características de um vendedor e traduzi-las para uma versão virtual, permitindo que empresas cresçam ao integrar essa tecnologia em suas operações.

Segundo Mata, mesmo sendo uma solução baseada em IA, os resultados são concretos e impactam diretamente os negócios. Mata enfatiza que estamos vivendo um verdadeiro "tsunami" que está transformando o mercado, e as empresas precisam se adaptar para não ficarem para trás. A Yalo já trabalha com grandes clientes ajudando a impulsionar vendas e melhorar a experiência do consumidor.

A inteligência artificial está aprendendo três vezes mais rápido do que a inteligência humana e, segundo projeções do Barclays Research, tende a se tornar amplamente acessível. Esse avanço coloca o mercado diante de um cenário inevitável de adaptação. De acordo com Javier Mata, “no final da década, só existirão dois tipos de empresas: as que usam inteligência artificial e as que já não existem”.

Com o Oris, a Yalo aposta em um novo patamar de interação comercial. Mais do que automatizar, o agente é treinado para agir com instinto comercial. Ele interpreta comandos de voz, acessa históricos de compra, negocia preços e faz sugestões com base em dados de comportamento e metas comerciais. Segundo a empresa, o Oris pode triplicar as taxas de conversão em comparação com e-commerces tradicionais, além de aumentar o ticket médio em até 40%.

Essa performance vem de uma arquitetura robusta, que une memória contextual, múltiplas interfaces generativas, roteamento entre modelos de linguagem e segurança de ponta. O agente realiza cross-selling, upselling e acompanhamentos inteligentes, com uma abordagem ativa: detecta oportunidades, inicia interações e entrega recomendações mais precisas e com melhor timing.

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Javier Mata – Mondoni Press

A missão da Yalo, segundo o CEO, é democratizar a tecnologia e ajudar empresas a impulsionar seus negócios por meio de agentes inteligentes. Esses agentes combinam o melhor das capacidades humanas com a eficiência dos aplicativos, agindo com base em dados para oferecer soluções personalizadas.

Javier Mata explica que um dos grandes diferenciais da Yalo é que 50% das suas linhas de código são geradas por inteligência artificial, o que permite acelerar o desenvolvimento e aprimorar suas soluções. A empresa construiu, ao longo dos últimos 10 anos, uma plataforma de vendas inteligente, e lançou o primeiro vendedor virtual baseado na tecnologia de agentes.

O Oris é o primeiro passo de uma visão mais ampla: permitir que qualquer empresa crie seus próprios “funcionários digitais”, ajustados a diferentes canais, segmentos e jornadas. Com presença em mais de 40 países, a Yalo já conecta 4,2 milhões de pequenos negócios e registra mais de 100 milhões de interações com usuários, movimentando mais de 4 bilhões de dólares (22,6 bilhões de reais) em vendas. Entre os clientes da plataforma estão gigantes como Nestlé, Coca-Cola, Femsa e Mercedes-Benz.

Para Mata, o futuro das vendas será híbrido, com humanos e trabalhadores digitais atuando em conjunto. “O que faz de uma inteligência humana um bom vendedor, também pode fazer de uma IA um excelente agente comercial. Estamos construindo uma nova força de trabalho — mais estratégica, mais eficiente e exponencial”, afirma.