A Vertiv, empresa especializada em infraestrutura digital crítica, anunciou novas soluções desenvolvidas para apoiar designs convergentes de infraestrutura física voltados ao reference design NVIDIA Vera Rubin DSX AI Factory e ao NVIDIA Omniverse DSX Blueprint. A iniciativa faz parte da colaboração entre as duas companhias, que permite validar, digitalmente, projetos de infraestrutura por meio de simulações em tempo real antes da implementação física.
Com o aumento da densidade, complexidade e demanda energética das fábricas de IA, gestores buscam reduzir prazos de implantação, otimizar o uso da infraestrutura e mitigar riscos de integração. Segundo a Vertiv, o novo método de design oferece modelos digitais de energia e refrigeração prontos para simulação (DSX SimReady), interfaces validadas e blocos replicáveis, com o objetivo de acelerar a construção e ampliar a segurança operacional.
“Fábricas de IA exigem uma mudança fundamental na forma como a infraestrutura digital é projetada, validada e implementada”, afirmou Scott Armul, diretor de produto e tecnologia da Vertiv. Ele destacou que a parceria com a NVIDIA busca transformar sistemas complexos em infraestruturas convergentes preparadas para simulação, permitindo que clientes avancem mais rapidamente do design à operação.
Segundo Vladimir Troy, vice-presidente de Infraestrutura de IA da NVIDIA, o avanço das fábricas de inteligência artificial para níveis inéditos de potência e densidade exige um modelo convergente que integre energia, refrigeração e simulação por meio de gêmeos digitais, reduzindo os riscos de implantação. Nesse cenário, a Vertiv apresentou a evolução de sua abordagem de infraestrutura física convergente, que reúne energia, refrigeração, controles e serviços em designs interdependentes otimizados ao longo de toda a cadeia energética e térmica.
A metodologia é estruturada em cinco pilares — blocos repetíveis, interfaces definidas, orquestração do sistema, continuidade digital e suporte ao longo do ciclo de vida — com o objetivo de simplificar projetos e ampliar a coordenação entre diferentes domínios técnicos.
No centro dessa arquitetura está o uso de blocos padronizados de 12,5 MW das soluções modulares Vertiv OneCore, que podem ser combinados e escalados para atender desde pequenos clusters de IA até instalações de grande porte. Ao adotar designs repetíveis e interfaces validadas, a empresa busca facilitar a expansão e garantir maior consistência e desempenho operacional.
O novo método apresentado pela Vertiv busca ajudar clientes a reduzir a complexidade dos projetos e os riscos de integração, acelerar a prontidão operacional, melhorar a coordenação entre energia, refrigeração e controles, além de otimizar o desempenho desde a conexão à rede até o gerenciamento térmico em nível de chip e de rotas de reaproveitamento de calor.
Segundo a empresa, a proposta se apoia em seu portfólio de soluções de energia crítica, gestão térmica, controles integrados e serviços de ciclo de vida, reunidos em uma infraestrutura física convergente. Diferentemente de abordagens modulares tradicionais, que priorizam apenas a redução de prazos, o modelo convergente busca entregar rapidez acompanhada de ganhos sistêmicos acumulativos. A padronização de interfaces e o uso de blocos repetíveis visam facilitar implantações mais escaláveis, eficientes e confiáveis.
O resultado da colaboração com a NVIDIA é o Vertiv OneCore Rubin DSX, um design baseado em infraestrutura física convergente que deve evoluir para as próximas gerações de computação. A solução inclui modelos parametrizados e blocos prontos para implementação em energia, refrigeração, controles e serviços.
A Vertiv afirma que esse trabalho deve orientar novas ofertas de infraestrutura convergente para ambientes hiperescala, colocation, enterprise e aplicações emergentes de inteligência artificial.
Comments