A Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), instituição tradicional do ensino superior no Nordeste com mais de 70 anos de atuação e uma comunidade acadêmica superior a 10 mil estudantes e cerca de 900 colaboradores, enfrentou a necessidade de modernizar sua infraestrutura tecnológica para acompanhar seu processo de expansão. A demanda incluía maior escalabilidade, reforço na mitigação de riscos operacionais e avanços em segurança da informação, além da busca por parceiros com atuação estratégica e foco em continuidade.
Nesse contexto, a Teletex passou a atuar na modernização da infraestrutura enterprise da Unicap, renovando ambientes críticos e assumindo a operação do NOC (Centro de Operações de Rede), com foco em rede, ativos e disponibilidade. A iniciativa resultou em redução de custos na aquisição de equipamentos, maior previsibilidade operacional e uma abordagem de segurança alinhada aos objetivos de negócio, deixando de ser tratada como um conjunto isolado de ferramentas.
O trabalho de segurança foi estruturado com base no framework SafeX, aplicado de forma neutra e independente de fabricantes. A prioridade foi mapear os dados, sistemas e processos essenciais à operação acadêmica e definir uma estratégia focada nos ativos mais expostos e de maior relevância para a instituição.
O plano, já previsto na agenda estratégica, ganhou urgência após a identificação de vulnerabilidades significativas no ambiente. A resposta envolveu uma atuação conjunta entre a Unicap e a Teletex, com a criação de uma “sala de guerra” e a mobilização de especialistas em infraestrutura, data center, redes e segurança.
Além da restauração de sistemas e da validação de backups, o esforço concentrou-se na revisão da arquitetura, no reforço das camadas de proteção e na eliminação de fragilidades, garantindo níveis mais elevados de segurança, resiliência e governança no ambiente operacional.
A partir da restauração do ambiente, a segurança passou a desempenhar um papel estrutural na Unicap. Foi implantado o primeiro SOC (Centro de Operações de Segurança) da instituição, operado pela Teletex, responsável pelo monitoramento contínuo, pela resposta a incidentes e pela maior visibilidade sobre toda a infraestrutura. Paralelamente, foram revisadas as lacunas de acesso, identidade e proteção de borda, substituindo o modelo de VPN por uma abordagem mais moderna e contextual.
A universidade avançou com recursos como autenticação multifator, controle de acessos indevidos, proteção de DNS, filtragem de conteúdo na web e modelos de Zero Trust Network Access (ZTNA). Com isso, os usuários passaram a estar protegidos mesmo fora do campus, o que fortalece o trabalho remoto e reduz a superfície de ataque.
Os resultados foram expressivos: em poucos meses, a maturidade em segurança da Unicap aumentou em 280%, superando avanços que não haviam sido alcançados em mais de 10 anos. Além dos indicadores, houve uma mudança cultural — a segurança passou a integrar novos projetos desde a concepção, com monitoramento em tempo real, menor risco em períodos críticos e maior estabilidade operacional.
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