A TIM Brasil assinou um contrato para fornecer conectividade 5G à Antártida.

A mídia local, incluindo o Teletime, informou essa semana que a TIM Brasil assinou um acordo com o Ministério das Comunicações e a Marinha para ampliar a capacidade de comunicação da Estação Antártica Comandante Ferraz.

TIM Brasil Antarctica 5G
– César Tadeu/MCom

A rede 5G tem previsão de entrada em funcionamento a partir de fevereiro de 2026.

A Marinha do Brasil e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também assinaram o memorando.

"A assinatura desse memorando entre a TIM e a União expressa um objetivo comum a todos nós, que é fortalecer a pesquisa científica e garantir a conectividade para quem vive e trabalha na base do Programa Antártico Brasileiro", disse Frederico de Siqueira Filho, Ministro das Comunicações.

"Marca o encontro entre as telecomunicações e a ciência para ampliar a presença do Brasil na Antártida e melhorar a vida de quem passa meses fora de casa a serviço do país."

A TIM Brasil fornece conectividade à estação desde 2023, como parte do Programa Antártico Brasileiro. A operadora vem fornecendo conectividade desde a aquisição da Oi Móvel, que anteriormente oferecia o serviço.

"Conectar a Antártida com 5G abre novas possibilidades para a ciência. A conectividade encurta distâncias e fortalece as relações profissionais e humanas. Agora, uma nova tecnologia pode potencializar esse avanço. Em um momento em que os debates globais, como os da COP30, reforçam a urgência das questões climáticas e ambientais, o uso da tecnologia para apoiar a pesquisa na Antártida torna-se essencial", disse Alberto Griselli, CEO da TIM, segundo o Teletime.

De acordo com o Ministro das Comunicações do Brasil, a rede da TIM amplia a capacidade de produção científica e oferece melhores condições para que pesquisadores nacionais e internacionais avancem em estudos essenciais para o país e o planeta.

A rede móvel 5G da TIM foi ativada em 1.000 cidades do Brasil, cobrindo 75% da população urbana do país.

A operadora móvel chilena Entel lançou anteriormente o 5G em Villa Las Estrellas, na Antártida, na base Presidente Eduardo Frei Montalva, na Ilha Jorge.

Sem cabos submarinos que aterrem atualmente na Antártida, as estações de pesquisa dependem das comunicações por satélite. Tradicionalmente, a conectividade tem sido fornecida por satélites GEO envelhecidos, mas novas opções de alta velocidade tornaram-se disponíveis com o lançamento de satélites LEO de empresas como a Starlink da SpaceX.

Em 2022, a base antártica da Austrália ganhou um impulso de conectividade em um acordo com a Speedcast; a Starlink foi implantada na estação de pesquisa dos EUA; e a Telenor instalou recentemente uma nova estação de base na estação norueguesa.

*Texto traduzido e editado ao português por Bruno Faria