A Thomson Reuters migrou sua infraestrutura on‑premise para a Oracle Cloud Infrastructure (OCI) com o objetivo de sustentar sua posição no mercado e acelerar a entrega de valor a clientes de grande porte. A transição contou com o apoio da ilegra, empresa especializada em estratégia, inovação e tecnologia, e resultou em uma redução de 25% no tempo de onboarding de novos clientes.

O projeto, realizado ao longo de 21 meses, envolveu a migração de 282 clientes, aproximadamente 500 servidores e mais de 60 TB de dados. A operação exigiu planejamento detalhado para assegurar continuidade dos serviços e minimizar períodos de indisponibilidade. A modernização da arquitetura foi considerada um passo estratégico para manter a capacidade de inovação e aprimorar a oferta de soluções aos clientes globais da companhia.

A iniciativa também solucionou desafios estruturais que limitavam o crescimento do negócio, como a dificuldade de escalar a infraestrutura devido à burocracia na aquisição de novos servidores, o que impactava diretamente a velocidade de integração de novos clientes. Além disso, foram mitigadas vulnerabilidades de uma plataforma com mais de duas décadas de uso, ampliando a segurança, a conformidade e a estabilidade operacional.

Com a nova arquitetura, a empresa passou a contar com um ambiente mais flexível, capaz de suportar práticas modernas de desenvolvimento, incluindo eventos, streaming e serviços cloud‑native, abrindo espaço para novos ciclos de inovação.

A migração contou com o suporte da ilegra, selecionada pelo conhecimento em engenharia de plataforma e pela experiência em projetos envolvendo a Oracle Cloud Infrastructure (OCI). A empresa conduziu a transição da camada computacional com uma abordagem de infraestrutura imutável, recriando todas as máquinas virtuais na OCI por meio de um pipeline de DevOps baseado em Packer e Ansible, o que garantiu um ambiente mais padronizado e seguro. Paralelamente, a arquitetura foi atualizada com serviços gerenciados da OCI, como o Oracle Kubernetes Engine (OKE) para orquestração de contêineres e o Block Storage para armazenamento. Segundo Jackson Oliveira, arquiteto-chefe de soluções da ilegra, a automação com Terraform e Helm Charts proporcionou a agilidade necessária para provisionar e administrar os novos ambientes.

Na camada de dados, a adoção do Oracle Autonomous Database teve papel central. Com uma base superior a 60 TB, a elasticidade e os recursos de gestão autônoma da solução permitiram uma migração com tempo mínimo de indisponibilidade e prepararam a plataforma para futuras expansões. O conjunto das mudanças resultou em ganhos de eficiência, agilidade e segurança, contribuindo para fortalecer a posição competitiva da empresa.

A migração também apresentou desafios relacionados à necessidade de conhecimento especializado para operar na Oracle Cloud Infrastructure (OCI). Segundo Gustavo Andretta, gerente sênior de Sistemas da Thomson Reuters, a preocupação envolvia não apenas concluir a migração dentro do prazo, mas também adotar decisões técnicas alinhadas a um plano de evolução de longo prazo para a plataforma. Nesse cenário, a expertise da ilegra em computação em nuvem e engenharia de plataforma na OCI foi considerada essencial.

A utilização de serviços gerenciados, como o Autonomous Database e o Oracle Kubernetes Engine (OKE), permitiu que a equipe de operações direcionasse esforços a áreas críticas da plataforma, reduzindo o tempo dedicado a tarefas de manutenção. Após a conclusão do projeto, a empresa registrou maior confiabilidade, com ambientes não produtivos capazes de reproduzir com precisão o estado de produção, o que possibilita validar alterações com mais segurança.

A estratégia de recuperação de desastres também foi atualizada, passando a operar com paridade de serviços em múltiplas regiões e infraestrutura sob demanda. O novo modelo permite a restauração completa da plataforma em até 24 horas, com custos otimizados.