O setor de data centers na América Latina registrou, em 2025, seu maior ritmo de expansão. Segundo o relatório JLL Latin America Data Center Report, foram entregues 184 MW de nova capacidade em colocation, superando o recorde de 141 MW em 2022. A demanda acompanha esse avanço: considerando colocation e hiperescala, 42% do pipeline já está pré-contratado. Ao fim de 2025, a região somou 1.105 MW de capacidade instalada.

De acordo com Bruno Porto, gerente de negócios imobiliários da JLL, o mercado demonstra maturidade, com projetos maiores, expansão contínua e níveis de pré-contratação que sustentam novos investimentos.

O Brasil se destaca como principal impulsionador do crescimento, concentrando 48% da capacidade em operação e 71% em construção na região. O eixo Sudeste lidera o movimento, com destaque para São Paulo e Barueri (236 MW), Campinas (181 MW) e Rio de Janeiro (71 MW).

As projeções para 2026 indicam nova expansão no eixo paulista, com expectativa de 120 MW em entregas de colocation no Estado de São Paulo — volume 2,15 vezes superior ao registrado em 2025, quando foram entregues 56 MW. Na região de Campinas, a previsão é de mais 60 MW de instalações próprias de hiperescala.

O avanço do setor tem atraído novos investidores e ampliado a concorrência, segundo a JLL. Entre os novos fornecedores de colocation que ingressam no mercado latino-americano estão CloudHQ, 247 Data Centers, ADA, Omnia, Takoda e Terranova. Esse movimento ocorre paralelamente à expansão de players consolidados, como a Odata, líder em inventário operacional na região (310 MW), e a Ascenty, que seguem com planos de ampliar sua presença geográfica.

Fora do Brasil, o relatório destaca a consolidação de outros hubs. No México, Querétaro alcançou 221 MW instalados e registrou a maior entrega individual de 2025, de 72 MW. O estudo aponta que 44% de todo o inventário local foi adicionado apenas em 2025, o que evidencia a rápida formação do polo mexicano.

No Chile, Santiago reúne 166 MW em colocation e lidera a hiperescala na América Latina, com 46% de participação, à frente de Campinas (29%) e de Querétaro (25%).

A JLL avalia que, embora o Brasil mantenha a liderança regional, México, Chile e Colômbia reforçam a tendência de maior distribuição e diversificação dos hubs latino-americanos.

Acesse a pesquisa completa da JLL aqui.