Quando o assunto é a implantação do 5G standalone, a população de seis estados do país tem uma boa notícia para comemorar. Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Amapá estão aptas para receber a nova geração de internet móvel. A autorização da Anatel, por meio do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na faixa de 3.625 a 3.700 MHz (Gaispi), é o primeiro passo para que todos desfrutem o nível máximo de conectividade.
A autorização para ativação do 5G standalone em todas as cidades, até mesmo as mais remotas, foi possível graças à desocupação da faixa dos 3,5 GHz – que será usada pela nova tecnologia -, ao trabalho de instalação gratuita dos kits com a nova parabólica digital e à mitigação de interferência das estações satelitais profissionais (FSS), que atuam próximas a essa faixa da radiofrequência. Essas estações são utilizadas por empresas como emissoras de rádio e TV e instituições de ensino a distância, e poderiam sofrer interferências e até mesmo parar de funcionar caso o trabalho não fosse realizado.
A EAF (Entidade Administradora de Faixa), também conhecida pelo nome fantasia Siga Antenado, é responsável pela “limpeza” da faixa, e adiantou em mais de dois anos a desocupação das 1.482 estações satelitais profissionais cadastradas junto à Anatel. Além disso, já foram realizadas 19.293 (87%) instalações de filtros de frequência para proteção de possíveis interferências na faixa de 3,5 GHz. A entrega dessas etapas estava prevista para 2026.
Durante o Congresso Latino-americano Satélites, o COO da entidade, Antonio Parrini, que participou de um dos painéis do evento, falou sobre o tema. “O trabalho feito pela EAF em todo o Brasil tem sido um sucesso, pois vemos essa ação ser realizada por uma empresa que limpa a faixa do país de forma padronizada (diferentemente do que aconteceu nos Estados Unidos, por exemplo, onde limpeza do espectro foi feita por cada empresa satelital. Além disso, o trabalho está levando um tempo menor do que o previsto em edital, já que a EAF vai encurtar o prazo de quatro anos de limpeza para um ano e meio, período em que entregará o processo 100% finalizado”, relata o COO.
Também é de responsabilidade da EAF atuar na substituição das parabólicas tradicionais pela nova parabólica digital para famílias de baixa renda que usam o equipamento para assistir à TV. A troca é necessária porque o sinal da parabólica tradicional ocupa faixa próxima dos 3,5 GHz e pode sofrer interferência quando o 5G standalone for ativado.
As três iniciativas – instalação das parabólicas, desocupação e mitigação das estações profissionais satelitais (FSS) - possibilitaram a autorização pelo Gaispi da ativação das redes 5G standalone em 2.024 cidades brasileiras, nas quais vivem cerca de 70% da população do país, entre elas, os 92 municípios do Rio de Janeiro.
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