Segundo análise da McKinsey, os data centers devem passar por uma expansão significativa ao longo da próxima década, com investimentos globais em infraestrutura estimados em 6,7 trilhões de dólares (35,7 trilhões de reais) até 2030. A inteligência artificial deve representar aproximadamente 70% desse montante, impulsionando não apenas o aumento da capacidade de processamento, mas também a necessidade de aprimorar os sistemas de segurança física e digital para garantir a resiliência e a continuidade operacional.

No Brasil, que atualmente concentra mais de 40% dos investimentos em data centers da América Latina, o cenário acompanha essa tendência global. Dados da Grand View Research indicam que o segmento voltado à inteligência artificial deve crescer de 491,2 milhões de dólares (2,6 bilhões de reais) em 2024 para cerca de 2,3 bilhões de dólares (12,2 bilhões de reais) em 2030, com uma taxa de crescimento anual composta de 29,5% entre 2025 e 2030. O país apresenta vantagens competitivas, como o aumento da demanda por serviços digitais e uma matriz energética diversificada, conforme apontado pela Moody’s Local Brasil. Com essa expansão acelerada, também se intensificam os desafios relacionados à segurança, que vão desde vulnerabilidades internas associadas ao controle de acesso até riscos externos no perímetro das operações.

Especialistas indicam que a adoção de soluções integradas — que reúnem controle de acesso, videomonitoramento, gerenciamento de identidade e análise centralizada — representa uma abordagem eficaz para lidar com os desafios de segurança em ambientes digitais e físicos. Nesse cenário, a segurança deixa de ser apenas uma exigência operacional e passa a desempenhar um papel estratégico na gestão de estruturas complexas e distribuídas.

Plataformas de segurança unificada, como o Security Center, vêm ganhando relevância por oferecerem uma visão consolidada de diferentes sistemas, incluindo câmeras, dispositivos de controle de acesso, sensores e ferramentas de análise em tempo real. Além de proteger o perímetro físico, essas soluções contribuem para a redução do tempo de resposta a incidentes, o cumprimento de normas regulatórias e a expansão segura das operações em um setor marcado por rápidas transformações tecnológicas.

O avanço acelerado da inteligência artificial tem gerado impactos em diversos setores, incluindo o segmento de segurança. De acordo com Glaucio Silva, Diretor de Vendas da Genetec, há uma crescente demanda por soluções capazes de processar e proteger grandes volumes de dados provenientes de vídeos, sensores e dispositivos conectados. Esse cenário destaca a relevância de investimentos em infraestrutura robusta e segura, com capacidade para sustentar operações críticas em ambientes distribuídos e em escala global.