A Prefeitura do Rio e a Amazon Web Services anunciaram, durante o Rio Innovation Week 2026, uma iniciativa para ampliar o acesso de startups cariocas à infraestrutura de computação em nuvem e ferramentas de inteligência artificial. O protocolo de intenções foi apresentado no palco RIW Revolution, com a participação de representantes da AWS, Maravalley, PUC-Rio e de instituições do ecossistema de inovação.
A ação pretende alcançar cerca de 600 startups mapeadas na cidade, oferecendo créditos, suporte técnico e capacitação por meio do programa AWS Activate. Segundo Karina Lima, head de Startups da AWS, a iniciativa busca apoiar negócios que utilizam tecnologia para gerar impacto social e ampliar oportunidades.
A PD7 Tech atuará na seleção de empresas, priorizando soluções voltadas aos desafios reais do município. Para a holding, essa abordagem aproxima a infraestrutura tecnológica do impacto social, evitando que a adoção de IA seja guiada apenas pela busca por novas ferramentas.
A Prefeitura do Rio pretende utilizar o Data Lake municipal, administrado pela IPLANRIO, como mais um recurso para apoiar startups que desenvolvem soluções de inteligência artificial. A oferta de dados públicos estruturados pode facilitar a criação de aplicações voltadas a desafios urbanos. Segundo o secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Gabriel Medina, o acervo de dados da cidade é um diferencial para iniciativas de IA.
A ação integra o programa Rio.IA, desenvolvido em parceria com a ABDI, o Instituto ECOA da PUC-Rio e o Maravalley. Para Daniel Barros, CEO do Maravalley, um dos próximos passos será definir critérios de acesso à infraestrutura tecnológica, garantindo que ela chegue às empresas com maior potencial de uso.
O hub estima que o ecossistema carioca reúne cerca de 600 startups, das quais aproximadamente 100 já utilizam créditos da AWS em programas de apoio.
A nova iniciativa anunciada no Rio Innovation Week reforça a visão de que o avanço da inteligência artificial depende da integração entre infraestrutura, dados, empresas, governo e capacidade técnica — eixo que guiou a curadoria da PD7 Tech no palco RIW Revolution. Ao longo dos quatro dias de programação, o espaço reuniu empresas globais de tecnologia, instituições públicas, universidades e centros de pesquisa para debater temas como infraestrutura para IA, data centers, energia, computação de alto desempenho, soberania tecnológica e formação de talentos.
Segundo Paulo Duarte, fundador da PD7 Tech, o anúncio mostra como essa articulação pode se traduzir em projetos concretos. Ele destaca que a infraestrutura só gera impacto quando chega às empresas capazes de transformá-la em soluções aplicadas aos desafios da cidade.
Entre os próximos passos previstos para o ecossistema estão iniciativas nas áreas de saúde, games e transição energética, além da criação de ambientes de teste para validar tecnologias antes de sua adoção em larga escala.
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