A Oracle aumentou seus planos de demissões na empresa.
Conforme descrito no "Plano de Reestruturação de 2026", a Oracle aumentou os custos previstos relacionados com essa medida para 2,8 bilhões de dólares (14,4 bilhões de reais).
A Oracle anunciou, pela primeira vez, seu plano de reestruturação no início do ano; na altura, estimava-se que os custos totais atingissem 2,1 bilhões de dólares (10,8 bilhões de reais). Em abril de 2026, a empresa já tinha começado a despedir colaboradores, prevendo-se que milhares de postos de trabalho fossem afetados.
Em junho, com a publicação do relatório anual da empresa, foi revelado que a Oracle contava com 141 mil colaboradores em 31 de maio de 2026, uma redução face aos 162 mil do ano anterior — o que representa uma redução de 21 mil postos de trabalho ao longo de um período de 12 meses. Esses cortes resultaram em 1,84 bilhão de dólares (9, bilhões de reais) em indenizações e custos de saída.
No mais recente relatório trimestral da empresa, a administração decidiu complementar o plano "em aproximadamente 700 milhões de dólares (3,6 bilhões de reais) para refletir as medidas adicionais que prevemos adotar".
Acrescenta ainda que esses custos de reestruturação estão "principalmente relacionados com as indenizações aos colaboradores", sugerindo que se prevê um aumento da escala das demissões.
A DCD entrou em contato com a empresa para obter comentários.
Além de anunciar o plano de reestruturação alterado, o presidente da Oracle, Larry Ellison, teria também planejado vender até 50 milhões de ações ordinárias da empresa. No entanto, apenas um dia depois, um segundo comunicado indicava que Ellison tinha decidido abandonar esses planos.
Não foi fornecida qualquer explicação para esa mudança de opinião, tendo a empresa declarado: "Larry Ellison, presidente executivo do conselho de administração e diretor de tecnologia, cancelou o Plano 10b5-1 para vender ações da Oracle. Nenhuma ação da Oracle foi vendida, e ele não tem outros planos de vender nenhuma das suas ações da Oracle".
A Oracle divulgou resultados sólidos referentes ao primeiro trimestre de 2027. As receitas da "Infraestrutura como Serviço" (IaaS) registraram um aumento de 121% em termos homólogos (YoY), atingindo 7,4 bilhões de dólares (37,9 bilhões de reais), enquanto as obrigações de desempenho remanescentes (RPO) também aumentaram 209 bilhões de dólares (1,1 trilhão de reais) em termos homólogos, para 664 bilhões de dólares (3,4 trilhões de reais).
*Texto traduzido e editado ao português por Bruno Faria
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