O programa de expansão de estações terrestres de satélite da Globalstar chegou ao Brasil, com novas infraestruturas sendo adicionadas em quatro locais no país
A operadora de satélites apoiada pela Apple anunciou, essa semana, a instalação de oito novas antenas de rastreamento C-3 de seis metros, instaladas em quatro estações terrestres no Brasil.
A Globalstar vem fornecendo serviços móveis via satélite em todo o Brasil há mais de duas décadas, através de estações terrestres localizadas em Manaus, Petrolina e Presidente Prudente.
Duas novas antenas serão instaladas em cada um dos três locais, enquanto a empresa também estabelecerá uma quarta estação terrestre com duas antenas em um teleporto existente da Ascenty Data Centers em São Paulo.
A expansão faz parte de uma iniciativa global para instalar mais de 90 antenas de rastreamento adicionais que suportam seu sistema de satélite móvel C-3 de terceira geração em 35 estações terrestres, espalhadas por 25 países e territórios.
"O Brasil e a América do Sul sempre foram mercados muito importantes para a Globalstar, e estamos ansiosos para dar suporte às mais recentes soluções de satélite móvel no país com as atualizações e expansões substanciais de nossa infraestrutura terrestre e do sistema de satélite C-3 de terceira geração", disse L. Barbee Ponder, conselheiro geral e vice-presidente de assuntos regulatórios da Globalstar. "Com o Brasil, a Globalstar já anunciou projetos de construção relacionados ao seu sistema C-3 de terceira geração, em andamento em 14 locais de oito países, em quatro continentes, e isso é apenas o começo".
O trabalho de expansão da estação terrestre começou na Estônia; Clifton, Texas; Singapura; Castilla La Mancha, Espanha; Bihoro, Japão; Nemea, Grécia; Talkeetna e Wasilla, Alasca; e High River em Alberta e Smiths Falls em Ontário, Canadá.
Lançada em 1991 como uma empresa comum entre a Loral Corporation e a Qualcomm, a constelação de primeira geração da Globalstar é composta por 48 satélites LEO, com mais quatro em órbita como reserva, enquanto a constelação de segunda geração é composta por 24 naves espaciais.
A Globalstar conta entre os seus investidores com a Apple, que utiliza os serviços da empresa de satélites para alimentar alguns serviços direct-to-cell nos seus iPhones. A SpaceX de Elon Musk considera uma possível aquisição da empresa.
*Texto traduzido e editado ao português por Bruno Faria
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