A OpenAI espera gastar cerca de 100 bilhões de dólares (532 bilhões de reais) nos próximos cinco anos no aluguel de servidores de reserva de fornecedores de serviços de computação em nuvem, apenas para os períodos de maior procura.
De acordo com o The Information, a despesa se soma aos 350 bilhões de dólares (1,8 trilhão re reais) planejados para serviços na nuvem para suportar as suas cargas de trabalho de formação e inferência de IA generativa.
Essa capacidade de computação adicional deve ajudar a empresa a lidar com picos de procura, como aconteceu quando um aumento de imagens inspiradas no Studio Ghibli no ChatGPT derrubou os servidores da empresa em março.
Os futuros lançamentos de funcionalidades, e mesmo os esperados lançamentos de hardware, poderão causar picos de procura mais súbitos. A empresa receia que os usuários, incapazes de enfrentar essas situações, recorram ao Google, ao Meta ou a outros concorrentes.
Os servidores devem ser utilizados para cargas de trabalho de pesquisa durante os períodos de menor procura. A empresa poderá devolver a capacidade excedente aos fornecedores de serviços de computação em nuvem, mas apenas se aceitarem as condições. Como alternativa, a OpenAI poderá revender a capacidade, o que também depende das condições dos fornecedores de serviços de computação em nuvem.
No total, a OpenAI espera gastar cerca de 85 bilhões de dólares (452 bilhões de reais) por ano em serviços de nuvem, à medida que constrói a sua própria infraestrutura de data centers através do Stargate.
O Stargate inclui contratos com a Oracle e a CoreWeave, mas a empresa também planeja construir seus próprios data centers. A OpenAI tem uma relação de longo prazo com a Microsoft e começou a utilizar o Google Cloud.
A Oracle irá se tornar o maior fornecedor de serviços da OpenAI, uma vez que as duas empresas terão assinado um acordo no valor de 300 bilhões de dólares (1,6 trilhão de reais) a partir de 2027.
O diretor executivo da OpenAI, Sam Altman, considerou que o acesso à computação é a chave para se manter à frente na corrida da IA, dizendo aos colegas que a empresa acabará por precisar de mais energia do que toda a rede dos EUA para seus data centers.
Atualmente, a empresa registra prejuízos e espera obter lucros até 2030, indica o The Information. A OpenAI prevê que suas receitas sejam de cerca de 200 bilhões de dólares (1 trilhão de reais) em 2030, contra 13 bilhões de dólares esse ano (69 bilhões de reais), mas espera-se que a empresa perca 115 bilhões de dólares (612 bilhões de reais) antes de obter lucros.
*Texto traduzido e editado ao português por Bruno Faria
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