A Neoenergia informou na terça-feira, 28 de abril, a ampliação de sua parceria estratégica com o fundo soberano de Cingapura, GIC. O movimento ocorre por meio de um acordo com o Unique Power FIP, que prevê a venda de 49% de participação em sete ativos de transmissão. O valor da operação é de 2,4 bilhões de reais, considerando a data-base de 30 de setembro de 2025, sujeito a ajustes até a conclusão da transação.
Os ativos incluídos no acordo são: Neoenergia Guanabara, Neoenergia Vale do Itajaí, Potiguar Sul, Neoenergia Morro do Chapéu, Neoenergia Estreito, Neoenergia Alto Paranaíba e Neoenergia Paraíso.
Segundo o CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, a operação reforça a estratégia da companhia de firmar parcerias de longo prazo no segmento de transmissão, com foco na otimização do portfólio e na geração de valor, mantendo disciplina de capital e simplificação estrutural.
Capelastegui afirmou que a evolução da parceria iniciada em 2023, agora em sua terceira operação conjunta com o GIC, evidencia a solidez da relação e a consistência da estratégia empresarial. Ele destacou que a empresa busca consolidar uma plataforma de transmissão robusta, eficiente e orientada ao longo prazo, combinando disciplina financeira, alianças estratégicas e foco contínuo na criação de valor.
A ampliação da parceria entre Neoenergia e GIC marca um novo avanço na relação iniciada em 2023. A transação representa o terceiro acordo entre as partes no segmento de transmissão, após a criação da Neoenergia Transmissão, estrutura formada sob controle conjunto e com participação acionária dividida em 50% para cada lado.
O acordo firmado com o FIP Unique Power também prevê que a Neoenergia adquira 1% adicional da Neoenergia Transmissão, passando a deter 51% de participação e assumindo o controle da plataforma, que passa a ser consolidada pela companhia.
Com a conclusão da operação, a Neoenergia Transmissão passará a reunir 16 ativos, totalizando cerca de 6.710 quilômetros de linhas e uma Receita Anual Permitida (RAP) estimada em cerca de 1,8 bilhão de reais. O conjunto posiciona a empresa entre as maiores do setor, com portfólio diversificado, receitas reguladas e perfil de risco considerado atrativo.
Segundo a companhia, a transação reforça o alinhamento estratégico com o parceiro de longo prazo, ao mesmo tempo em que contribui para o plano de rotação de ativos, a otimização do portfólio e o fortalecimento do balanço, preservando o controle sobre ativos considerados estratégicos.
A conclusão do processo depende do cumprimento de condições precedentes usuais, incluindo a aprovação de órgãos reguladores, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
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