Na quarta-feira, 29 de abril, a Motorola Solutions Brasil realizou um almoço com a imprensa especializada em São Paulo para apresentar atualizações sobre a operação da empresa. Além dos jornalistas, estiveram presentes Gustavo Ancheschi, presidente da Motorola Solutions Brasil, executivos da companhia e clientes. A DCD participou do evento e conversou com André Fadel, Gerente de Soluções Videomóveis da Motorola, sobre o armazenamento e a segurança dos dados das câmeras corporais utilizadas pela Polícia Militar de São Paulo e fornecidas pela Motorola.
Três modelos de armazenamento: a escolha é do cliente
Segundo Fadel, a plataforma da Motorola Solutions oferece três opções distintas para o armazenamento dos dados gerados pelas câmeras corporais, todas sob decisão e controle do cliente. A primeira alternativa é a instalação da infraestrutura diretamente no data center do próprio cliente. A segunda prevê que a Motorola hospede o sistema em seu próprio ambiente gerenciado, em parceria com empresas especializadas em data centers, mas com equipamentos, gestão e segurança integralmente sob responsabilidade da Motorola. A terceira opção é a nuvem privada.
Independentemente do modelo de armazenamento escolhido, todos os dados gerados pelas câmeras corporais são criptografados de ponta a ponta. Fadel explica que a Motorola Solutions não tem acesso ao conteúdo armazenado. Uma vez que o sistema é configurado e entregue ao cliente, a empresa não retém nenhuma chave de criptografia, o que torna o acesso indevido tecnicamente inviável, mesmo em caso de acesso físico aos servidores. Essa arquitetura coloca o cliente como o único detentor da soberania sobre as gravações, aspecto crítico em contextos em que as imagens podem conter informações sigilosas de operações policiais, testemunhos ou evidências judiciais.
No projeto da Polícia Militar do Estado de São Paulo, a definição do modelo de armazenamento seguiu as especificações do próprio edital. A PMESP optou por manter a infraestrutura fisicamente dentro de suas instalações: os servidores estão alocados no prédio do Departamento de Apoio ao Sistema (DAS), sede administrativa da corporação em São Paulo. Apesar de os equipamentos pertencerem à Motorola Solutions, no formato de contrato de serviço gerenciado, qualquer manutenção ou acesso físico à infraestrutura exige a presença de um representante da Polícia Militar. Não é possível à empresa realizar qualquer intervenção sem o acompanhamento da corporação.
Segundo a coronel Beatriz de Assis Bastos Morassi, diretora de Tecnologia da Informação e Comunicação da corporação, o uso de câmeras corporais no cotidiano da PM vem sendo ampliado gradualmente e funciona como instrumento de apoio à atividade policial. De acordo com ela, os equipamentos contribuem para o respaldo jurídico e profissional, para a proteção da integridade dos policiais e para o fortalecimento de uma cultura institucional pautada pela legalidade, além de servirem como recurso de capacitação e de melhoria contínua dos serviços prestados.
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