A Microsoft confirmou a inauguração de dois novos data centers dedicados à inteligência artificial e serviços de nuvem no Brasil, informa o G1. As obras foram concluídas em janeiro, e o anúncio oficial ocorreu na quarta-feira, 11 de fevereiro, durante o “Microsoft AI Tour”, evento realizado em São Paulo.
Segundo a empresa, as unidades fazem parte da estratégia de ampliar a infraestrutura local para atender à crescente demanda por soluções de IA generativa e computação em nuvem no país. A expansão também reforça o compromisso da companhia com o mercado brasileiro, considerado um dos mais relevantes para a adoção de tecnologias avançadas na América Latina.
Os novos data centers da Microsoft, instalados no estado de São Paulo, foram apresentados como “data halls”, segundo a presidente da Microsoft Brasil, Priscyla Laham. Ela assumiu o comando da operação em 1º de janeiro de 2025, em um cenário marcado pela consolidação da inteligência artificial como eixo de produtividade e competitividade globais. Laham sucedeu a Tânia Cosentino e tornou-se a terceira mulher a liderar a subsidiária brasileira, em meio a um ciclo de investimentos e de reorganização estratégica.
A gestão de Laham dá continuidade ao movimento iniciado em 2024, quando Satya Nadella, CEO da Microsoft, anunciou um pacote de investimentos de 14,7 bilhões de reais para ampliar a infraestrutura de nuvem e inteligência artificial no país. A iniciativa inclui também o compromisso de capacitar 5 milhões de pessoas em tecnologias de IA, ação considerada um indicativo de confiança no potencial de crescimento do mercado brasileiro.
A Microsoft informou que não divulgará as cidades onde os novos data centers estão instalados, alegando motivos de segurança. A companhia também não revelou a capacidade das unidades nem os perfis dos clientes atendidos.
Segundo a presidente da Microsoft Brasil, Priscyla Laham, o país reúne condições para se consolidar como um hub tecnológico tanto na América Latina quanto no cenário global. Ela afirmou que os data centers atendem não apenas empresas brasileiras, mas também organizações regionais e multinacionais. “Nosso objetivo é focar nas empresas brasileiras e torná-las mais competitivas”, declarou.
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