A Microsoft deu um novo olhar a sua solução de armazenamento a longo prazo, o Project Silica.

O Project Silica utiliza um laser de femtosegundo para codificar dados em vidro de sílica fundidos pela criação de camadas de grade tridimensionais em nanoescala e deflexões em várias profundidades e ângulos.

A empresa informou que o Silica agora é capaz de armazenar 7 TB em uma lâmina de vidro e fazer com que escrever e ler na plataforma seja muito mais rápido.

Como os dados estão codificados no vidro, não é preciso mais energia para manter seu estado durante os próximos 10.000 anos.

Quando falamos com o líder do projeto, o doutor Ant Rowstron, em 2002, ele nos disse que a empresa havia “utilizado a robótica para armazenamento, [com] pequenos robôs que operam de modo independente, que podem se mover para cima e para baixo e através da estrutura” para chegar às lâminas de vidro.

A companhia agora mostrou esses robôs, que pegam as lâminas e as levam a um microscópio para ler os dados. Na semana passada, o DCD informou que a Microsoft está contratando uma nova equipe de robótica para data centers.

Rowstron prevê que a tecnologia “se transformará em um pilar dos data centers da Azure em todo o mundo”, mas ainda não está pronta para sua implementação comercial, e são necessárias outras três de quatro etapas de desenvolvimento.

Recentemente, a empresa se associou ao grupo de risco Elire para criar um ‘Global Music Vault' em Svalbard, Noruega. Está separado do Arctic World Archive, com sede em Svalbard, que planeja armazenar informação global crítica em filmes (incluindo o código de GitHub da Microsoft).

Visitamos esse data center em 2021, como parte de um trabalho mais amplo sobre armazenamento em longuíssimo prazo.