A Lightera vai expandir sua capacidade de fabricação de fibras e cabos ópticos no Brasil, dentro de um plano global de investimentos voltado ao crescimento da demanda por data centers, infraestrutura de inteligência artificial e serviços em nuvem, informa o site Tele.Síntese. O plano também contempla Estados Unidos, Japão e Índia, com entrada em operação gradual a partir do final de 2028. Segundo a empresa, o investimento é sustentado pela demanda dos clientes, incluindo compromissos de compra de longo prazo.
A expansão prevê a fabricação de fibras ópticas e cabos de alta densidade do tipo rollable ribbon, tecnologia que permite acomodar mais fibras em cabos de menor diâmetro — tecnologia usada em redes que exigem alta densidade de conexões, como as de interligação entre data centers. "A IA está transformando fundamentalmente a infraestrutura de comunicações do mundo e impulsionando exigências sem precedentes de densidade, desempenho e escala de fibra", afirmou Holly Hulse, CEO da Lightera. A empresa não detalhou se a nova etapa no Brasil envolverá ampliação das linhas existentes, novos equipamentos ou capacidade industrial adicional.
O movimento dá sequência a um ciclo de investimentos anterior no país: em 2023, a então Furukawa Electric LatAm havia destinado mais de 30 milhões de reais à produção local de novas tecnologias de fibra óptica, incluindo uma linha para cabos rollable ribbon. A operação brasileira passou a integrar a marca Lightera após reorganização anunciada em 2025 pela Furukawa Electric, que reuniu os negócios de comunicação da Furukawa Electric no Japão, da OFS e da Furukawa Electric LatAm.
Entre as tecnologias contempladas pela expansão global estão os cabos rollable ribbon de altíssima densidade, com configurações de até 13.824 fibras individuais — modelo que a empresa já havia anunciado produzir em uma unidade no Japão, em março deste ano, voltada a data centers de hiperescala. O plano industrial também abrange conectores, soluções de conectividade de alta densidade, fibras multicore (MCF) e hollow-core (HCF), tecnologias para redes submarinas, equipamentos de emenda por fusão e pesquisa e desenvolvimento.
Parte dessas tecnologias já foi testada no Brasil: em 2025, Lightera, Scala Data Centers e Nokia realizaram uma prova de conceito com fibra hollow-core em infraestrutura de data center na América Latina, avaliando uma conexão de 800 Gbps.
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