A Lenovo realizou a entrega à Petrobras do primeiro de cinco supercomputadores previstos em contrato firmado entre as empresas em 2024, no valor de 500 milhões de reais, informa a BNamericas.
A proposta da Lenovo foi de aproximadamente 510 milhões de reais, superando as ofertas apresentadas por Dell (606 milhões de reais) e Atos (556 milhões de reais).
Esse contrato marca a primeira parceria da Lenovo com a Petrobras na área de supercomputação.
Segundo informações da empresa brasileira, o Harpia — primeiro dos cinco supercomputadores previstos no contrato — já está em funcionamento. Com valor estimado em 435 milhões de reais, trata-se da maior máquina do conjunto e, conforme a Petrobras, sua implementação deverá ampliar a capacidade computacional da companhia em mais de 60%.
Após a conclusão da instalação, o Harpia assumirá integralmente as funções dos supercomputadores Fênix, Atlas e Dragão, que serão desativados. Esse tipo de substituição é uma prática comum no setor de computação de alto desempenho.
Com capacidade equivalente à de 10 milhões de celulares ou 200 mil notebooks, o Harpia possui cerca de 50 toneladas e mede aproximadamente 50 metros de comprimento, considerando todas as suas partes alinhadas.
O supercomputador será utilizado pelos geofísicos da Petrobras no processamento de dados sísmicos brutos, com o objetivo de gerar imagens detalhadas do subsolo.
Esse processo permite a construção de representações tridimensionais das formações rochosas abaixo da superfície, oferecendo maior clareza e precisão na visualização das estruturas geológicas. Essas imagens são fundamentais para a identificação de sistemas petrolíferos e potenciais áreas de exploração de petróleo e gás, conforme destacado pela diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, em comunicado oficial.
Os demais supercomputadores, incluindo o Ada Lovelace, voltado para aplicações em geoestatística, e o Capivara, direcionado ao processamento de imagens sísmicas, já estão em funcionamento no Centro de Processamento de Dados do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes).
A máquina Quati encontra-se em fase de testes e tem previsão de início de operação ainda neste mês, com foco também em análises sísmicas.
Já o Tupã 2, com lançamento previsto para o primeiro trimestre de 2026, será dedicado a métodos geofísicos multifísicos — tecnologia que permite a análise simultânea de diferentes características de rochas e fluidos subterrâneos, como densidade e resistência elétrica, conforme informado pela Petrobras.
Ao todo, a companhia planeja investir 4,2 bilhões de dólares (22,4 bilhões de reais) em iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) entre 2025 e 2029, representando um aumento de 17% em relação ao plano plurianual anterior.
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