A NVIDIA informou que o NVIDIA Agent Toolkit passa a incorporar as bibliotecas do NVIDIA Omniverse, conjunto de componentes de software voltado a capacitar agentes de IA para adicionar recursos de IA física a aplicações existentes e preparar conteúdo 3D para simulação.

A empresa destaca que robôs, fábricas e sistemas autônomos dependem de ambientes simulados para serem projetados, testados e treinados antes de operarem no mundo real. Para isso, os ativos 3D precisam ter estrutura, materiais, escala, etiquetas, sensores e propriedades físicas adequados. Com a integração das bibliotecas do Omniverse ao Agent Toolkit, agentes de IA podem criar fluxos de trabalho, inspecionar cenas, identificar inconsistências e preparar ativos para simulação, acelerando a transição do conteúdo 3D para ambientes simulados.

Segundo Jensen Huang, fundador e CEO da NVIDIA, “a era da IA física será construída primeiro em simulação”, afirmando que a combinação do Agent Toolkit com o Omniverse leva agentes de IA às ferramentas 3D já usadas por desenvolvedores.

Empresas como SideFX e PTC estão adotando as bibliotecas do Omniverse para simulação de sensores, física e validação de ativos, integrando capacidades de agentes de IA aos fluxos de trabalho de criação de conteúdo 3D.

Para a América Latina, o diretor da divisão Enterprise da NVIDIA, Marcio Aguiar, afirma que a simulação é um pilar da transformação digital e que a nova integração oferece aos setores de manufatura, robótica e engenharia fluxos de trabalho prontos para validação e testes, acelerando a geração de valor em projetos que dependem de IA física.

O NVIDIA Agent Toolkit passou a incorporar recursos do Omniverse para ampliar a criação de agentes de IA voltados a fluxos de trabalho 3D e à simulação física. As bibliotecas adicionadas permitem que esses agentes acionem ferramentas de simulação de sensores, física acelerada por GPU e validação de ativos, preparadas para ambientes simulados em aplicações já existentes.

As novas bibliotecas — entre elas ovrtx, ovphysx e os recursos CAD‑to‑SimReady — estão disponíveis no GitHub. Elas oferecem meios para que agentes de IA inspecionem cenas, testem modificações e preparem ativos 3D para simulação. Também foi publicado um blueprint para integrar essas bibliotecas ao Blender.

Entre os principais recursos, o ovrtx permite gerar dados de sensores, como câmeras, lidar e radar, a partir de cenas 3D, o que possibilita testar a percepção de sistemas de IA física em ambientes virtuais. O ovphysx aplica física acelerada por GPU para simular comportamentos realistas, incluindo colisões, massa, atrito e movimento. Já o CAD‑to‑SimReady converte modelos CAD em ativos compatíveis com simulação, baseados em OpenUSD, garantindo propriedades adequadas para testes virtuais.

Empresas de software como SideFX, PTC, ForgeCAD, Lightwheel, Moonlake AI e Palatial estão entre as primeiras a adotar as bibliotecas do Omniverse no Agent Toolkit. A SideFX utiliza OpenUSD, ovrtx e ovphysx para explorar como agentes podem integrar esses recursos aos fluxos de criação procedimental no Houdini, facilitando a preparação de conteúdo para simulação.

Segundo a empresa, a criação procedural é essencial para desenvolver mundos complexos e controláveis voltados à simulação, à robótica e à IA industrial. As ferramentas do Omniverse e do OpenUSD estão sendo avaliadas para apoiar revisões, testes e a preparação de conteúdo, sem comprometer o processo criativo.

A plataforma Onshape, da PTC, emprega OpenUSD e ovrtx para conectar fluxos de trabalho de projeto baseados na nuvem à simulação física, mantendo a integração entre CAD, PDM, colaboração e testes virtuais.

Neil Barua, presidente e diretor‑executivo da PTC, afirma que as equipes de engenharia buscam processos mais integrados de projeto, colaboração e simulação. Segundo ele, a parceria com a NVIDIA reforça essa visão ao incorporar bibliotecas do Omniverse, que aproximam a validação e os testes das etapas em que os produtos são concebidos.

Durante a SIGGRAPH, a NVIDIA apresentou o fluxo de trabalho “SimReady” do Blender, desenvolvido com as bibliotecas do Omniverse e o NVIDIA NemoClaw. A demonstração mostra como recursos de simulação — incluindo sensores RTX, física e validação — podem ser adicionados a aplicações 3D sem comprometer o controle criativo. O blueprint para integrar essas bibliotecas ao Blender já está disponível publicamente.

A apresentação também antecipou como esses fluxos de trabalho podem ser executados em diferentes sistemas, desde máquinas compactas com tecnologia NVIDIA RTX e NVIDIA RTX Spark até plataformas com NVIDIA GB300 e NVIDIA DGX Station. Os sistemas RTX Spark serão lançados no outono por fabricantes como ASUS, Dell, HP, Lenovo, Microsoft Surface e MSI, com Acer e GIGABYTE entrando posteriormente. Já os sistemas DGX Station podem ser encomendados por meio de empresas como ASUS, Dell, GIGABYTE, HP, MSI, Supermicro e Exxact.

Startups, incluindo participantes do programa NVIDIA Inception, também estão adotando as bibliotecas do Omniverse para automatizar os fluxos de trabalho de preparação de ativos e de cenas. A Palatial utiliza os recursos CAD‑to‑SimReady para converter e validar grandes volumes de dados CAD em ativos SimReady. A Lightwheel emprega Content Agents baseados em OpenUSD para gerar ativos fisicamente precisos a partir de instruções em texto. ForgeCAD e Moonlake AI exploram fluxos de trabalho assistidos por agentes para a criação, o aprimoramento e a preparação de conteúdo 3D voltado à simulação física.