O IX.br (Brasil Internet Exchange), iniciativa do NIC.br, atingiu neste mês a marca inédita de 50 Tbit/s de tráfego agregado. Desse total, 32 Tbit/s foram registrados no IX.br São Paulo, que permanece como o maior ponto de troca de tráfego do mundo, tanto em volume quanto em número de participantes.

Segundo o NIC.br, o recorde reflete o crescimento contínuo da Internet no país, impulsionado pelo aumento do consumo de conteúdo online, do uso de plataformas de streaming, redes sociais e serviços em nuvem. Para Milton Kaoru Kashiwakura, diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br, o resultado demonstra a robustez da infraestrutura nacional diante da demanda crescente.

O IX.br conecta provedores de acesso e de conteúdo em uma mesma infraestrutura, permitindo a troca direta de dados entre as redes. O modelo reduz latência, aumenta eficiência, melhora a resiliência e diminui custos operacionais para os participantes, além de contribuir para uma navegação mais rápida e econômica para o usuário final.

Presente em 39 regiões metropolitanas, o Brasil Internet Exchange é considerado o maior conjunto de Pontos de Troca de Tráfego do mundo, reunindo cerca de 3,8 mil Sistemas Autônomos e aproximadamente 7 mil conexões. O crescimento, afirma Julio Sirota, gerente de Infraestrutura do IX.br, acompanha a expansão da Internet em todo o país.

São Paulo continua concentrando o principal Ponto de Troca de Tráfego (PTT) do país, com mais de 2,5 mil redes conectadas diretamente. Segundo Sirota, mesmo com iniciativas para descentralizar a troca de tráfego, o dinamismo do ecossistema paulista segue impulsionando o crescimento, tanto pela chegada de novas redes quanto pelo aumento do volume de dados das já existentes.

Fortaleza (CE), onde está o segundo maior PTT do Brasil, também mantém ritmo constante de expansão, contribuindo para uma distribuição mais equilibrada de conteúdo digital no território nacional.

Para reforçar a descentralização e ampliar a resiliência da infraestrutura, o NIC.br desenvolveu o projeto OpenCDN, que cria células de distribuição de conteúdo conectadas aos diversos PTTs do IX.br. O modelo permite que redes de distribuição de conteúdo instalem servidores de cache em datacenters parceiros, reduzindo a distância até o usuário final e melhorando velocidade, estabilidade e custos operacionais.

O OpenCDN já opera em cidades como Salvador, Manaus, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Caruaru, Feira de Santana, Belém e Goiânia, com expansão prevista para Campo Grande. Tanto o IX.br quanto o OpenCDN contam com apoio do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).