O plano da Intel de construir uma fábrica de chips em Magdeburg, Alemanha, é o ponto central da estratégia da UE para aumentar a produção doméstica de semicondutores. Porém, o fluxo de caixa tem sido um grande obstáculo para o megaprojeto. Conforme informações do The Next Web, a Intel atribui isso ao aumento dos custos, em parte como resultado da invasão da Rússia na Ucrânia.

Para fechar a lacuna de financiamento, no mês passado, o gigante americano de semicondutores solicitou um adicional de 4 a 5 bilhões de euros em subsídios para a construção da fábrica.

Sede de Intel en Silicon Valley
– Intel

Mas as autoridades alemãs querem que a Intel faça um esforço conjunto: eles considerarão aumentar os subsídios, mas apenas se a empresa estiver disposta a gastar mais em infraestrutura. "É lógico que, se a escala do investimento aumentar, o nível de subsídio também aumentará", disse Sven Schultze, ministro da economia da Saxônia-Anhalt, ao Financial Times.

A Intel havia estimado inicialmente que o projeto custaria 17 bilhões de euros e havia chegado a um acordo para 6,8 bilhões de euros em subsídios governamentais. Agora, no entanto, a empresa espera gastar 20 bilhões de euros, citando o aumento dos custos de energia e construção.

A construção da fábrica de chips já foi adiada e resolver a disputa de financiamento será crucial se a Intel quiser cumprir seus planos mais amplos de investir 80 bilhões de euros na indústria de semicondutores da UE na próxima década.

Embora possa parecer uma questão simples de jogar alguns bilhões a mais no projeto, a fabricante de chips está enfrentando sérios problemas de fluxo de caixa. No final do ano passado, o CEO da Intel, Pat Gelsinger, disse que a empresa cortaria até US$ 10 bilhões em gastos anuais até 2025.

O ministério alemão disse que está discutindo formas de preencher a lacuna de custos do projeto. Acrescentou também que qualquer financiamento adicional provavelmente precisaria de aprovação da Comissão Europeia primeiro.

Subsídios adicionais para o projeto podem vir do Ato de Chips da Europa, que cogita mobilizar mais de 43 bilhões de euros para acabar com a dependência da Europa da China e produzir 20% dos semicondutores do mundo até 2030.