A Gtd e a InfraCorp, parte do Grupo Romero, se juntaram para desenvolver uma rede regional de data centers na América Latina. A nova joint venture irá gerir 11 data centers no Chile, Peru e Colômbia, com planos de expansão regional e um investimento inicial de 118 milhões de dólares (646 milhões de reais).
A empresa chilena Gtd, especializada em serviços de telecomunicações e tecnologia, anunciou uma aliança estratégica com o Grupo Romero do Peru, através da sua plataforma InfraCorp, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento conjunto de infraestruturas de data centers na América Latina.
O acordo fará com que a InfraCorp se torne um parceiro minoritário da Gtata, uma subsidiária da Gtd, que atualmente gere até 11 data centers no Chile, Colômbia e Peru. A InfraCorp assumirá uma participação de 49% na Gtdata Holdco, por um investimento inicial de 119 milhões de euros (754 milhões de reais), em um negócio que ainda precisa de aprovações regulamentares.
"É uma parceria que nos permitirá escalar mais rapidamente, reforçar a nossa presença na América Latina e responder às necessidades de digitalização da comunidade empresarial com uma infraestrutura de alto nível", explicou a Gtd.
O objetivo da nova parceria é expandir e operar data centers em toda a América Latina, tirando partido da experiência operacional da Gtd e da infraestrutura e capacidade financeira do Grupo Romero.
A nova entidade irá gerir não só a infraestrutura já operacional, mas também a expansão para novos países, em linha com a crescente procura regional de serviços em nuvem, inteligência artificial, computação de ponta ou soluções digitais de missão crítica.
No aguardo de análises regulamentares
Embora a Gtd ainda não tenha quantificado com precisão o impacto econômico da transação, prevê-se um efeito positivo nos seus resultados financeiros.
A transação está atualmente sujeita a revisões regulamentares no Chile (Fiscalía Nacional Económica) e no Peru (Indecopi), bem como a aprovações internas para este tipo de acordo.
Uma vez concluído o processo, o acordo alinhará o desenvolvimento de infraestruturas digitais críticas com os objectivos de sustentabilidade e eficiência exigidos pelo mercado, melhorando a conectividade segura e resiliente entre os países participantes.
*Texto traduzido e editado ao português por Bruno Faria
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