Um estudo recente divulgado pela Dynatrace em abril deste ano revelou os principais desafios enfrentados pelos Chief Information Officers (CIOs) e suas equipes no setor atualmente. De acordo com essa pesquisa, o uso de infraestruturas multicloud tem aumentado a complexidade, tornando a governança de custos, segurança, performance e monitoramento, grandes desafios para as empresas.
Tão importante quanto entender quais complexidades esse tipo de ambiente cria, é mapear quais são os caminhos possíveis para antecipar esses pontos e os transpor. Além disso, vale entender ainda como a adoção deles pode impactar positivamente as companhias que desejam continuar investindo no uso de múltiplas nuvens. Para entender como isso funciona na prática, Maurício Fernandes, CEO e fundador da Dedalus - líder em serviços de cloud computing e dados -, apresenta a seguir quais etapas as organizações devem considerar:
Tudo começa por uma boa gestão
Segundo Fernandes, a receita de sucesso para ambientes complexos, como o de multicloud, é garantir uma gestão efetiva dessa estrutura. Para isso, é necessário considerar alguns componentes essenciais. São eles:
- Automação com ferramentas adequadas: é possivelmente o passo mais relevante de todos, de acordo com o executivo. Aqui deve ser considerado o uso de ferramentas adequadas para garantir uma gestão mais sofisticada, da qual apenas o olhar humano não é capaz. O resultado disso é mais qualidade, otimização de custos e agilidade.
- Visão preditiva e voltada ao negócio: é considerada uma consequência ao implementar a automação. Esse item tem conexão direta com a rentabilidade do cliente na nuvem, permitindo que ele consiga identificar onde há um gap de comunicação, por exemplo.
- Processos robustos: é um olhar que permite ir além da tecnologia integrada. Isso significa ter uma percepção aprofundada sobre a estrutura, saber o que fazer em cada situação, ter procedimentos que passam por analistas em relação às decisões complexas, tornando-se um item essencial ao processo de gestão de ambientes como o de multicloud.
- Time especializado: é toda a equipe que fica na retaguarda dessa estrutura e, aqui, os especialistas estão diretamente ligados à automação do processo.
- Observabilidade: é ir além do monitoramento ao garantir que o gerenciamento desse ambiente terá o entendimento dos processos de negócio que rodam dentro da sua tecnologia. Mas, esse item só é possível com ferramentas, o que ocorre devido à quantidade de dados que está sendo gerada dentro do multicloud a cada dia. Na prática, isso significa o uso de softwares que permitem o armazenamento de um alto volume de informações e que são capazes de gerar uma síntese desse material apontando o melhor direcional a seguir, o que gera decisões mais bem embasadas.
- Agilidade e flexibilidade: é garantir que as ações estão sendo executadas com tempos iguais todos os dias, por meio de uma metodologia ágil e que conta com especialistas que estão prontos para tomar as devidas decisões no momento certo
Governança como chave para resolver as complexidades
Maurício explica que essa etapa é primordial para a permanência em multicloud. A partir da governança feita por um parceiro que detenha o conhecimento especializado de todas as nuvens disponíveis no mercado, é possível saber como conectar essas estruturas da melhor maneira, de forma a garantir a otimização no uso da solução e serviços agregados.
"Gestão e governança são pontos diretamente conectados. Para garantir uma boa gestão, é ideal contar com o apoio de um Managed Services Provider (MSP) multicloud, que será capaz de realizar esse gerenciamento de múltiplas nuvens de forma efetiva, e coexistindo de uma maneira complementar. No final do dia, é a certeza de que todas as clouds estão se comunicando com harmonia e em conformidade", esclarece.
Pilares bem fundamentados em cada nuvem
Outro ponto de atenção a ser considerado, segundo o CEO da Dedalus, é a necessidade de ter bem fundamentado as bases de gestão de cada uma das nuvens sob a ótica dos quatro grandes pilares que norteiam o gerenciamento de cloud. São eles as governanças: de custos, de segurança, de performance e de continuidade de negócio.
"Todos esses fatores precisam estar muito bem resolvidos nas nuvens. Com isso aplicado e apoiado por um time, interno ou não, que consiga gerenciar essa estrutura no âmbito de várias clouds, como se fossem um sistema só, é possível transpor qualquer questão."
Sustentação correta em cloud para finalizar
Por fim, Maurício comenta que, para direcionar corretamente a sustentação de ambientes em cloud, é preciso que a empresa que quer investir nessa tecnologia responda a algumas perguntas centrais sobre o uso de cloud e seu time de desenvolvimento. Essas reflexões vão direcionar a companhia nas principais decisões relacionadas à operação e ao ambiente de software que vão rodar nessa estrutura. São perguntas como:
- Por que fazer uso da nuvem?
- Como e por que a nuvem está sendo utilizada?
- O que realmente funciona dentro dela?
- Como o time de desenvolvimento funciona?
- Como que a empresa altera as aplicações para funcionar na nuvem?
"O desenvolvimento da aplicação, assim como a ciência de dados, é core da companhia. Assim, uma organização moderna, que está transformada digitalmente, tem que ter domínio sobre o desenvolvimento do software que ela aplica, bem como sobre o uso e a interpretação de dados para o negócio. Isso é algo que a empresa precisa se estruturar corretamente para fazer", afirma o executivo.
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