O relatório anual IT Security Economics da Kaspersky revela que a complexidade das soluções de cibersegurança é a principal razão para que empresas latino-americanas busquem por peritos de cibersegurança externos. Segundo a pesquisa, 65% das organizações têm interesse em transferir certas responsabilidades para prestadores de serviços ou provedores de serviços de segurança gerenciados (MSPs/ MSSPs) para obter mais eficiência do trabalho.
Outras razões mencionadas pelas empresas latino-americanas para essa terceirização são a necessidade de conhecimentos especializados (51%), complexidade dos processos empresariais (45%), requisitos de conformidade com a lei (40%) e escassez de funcionários de TI (36%). Em relação à cooperação com a MSP/MSSP, quase 63% das empresas declararam que normalmente trabalham com dois ou três fornecedores, enquanto 25% delas afirmam que lidam com mais de quatro.
A pesquisa relata um padrão já visto anteriormente pelo (ICS)² que relatou um déficit de 3,4 milhões de trabalhadores no mercado de cibersegurança. Esta situação obrigou às empresas a externalizar certas funções de TI para fornecedores terceirizados, a fim de obterem conhecimentos especializados e equipes competentes de acordo com o mercado.
"A terceirização pode ser usada estrategicamente em diferentes formatos, ela dependerá da maturidade em cibersegurança da empresa e do grau de risco que ela enfrenta. Para exemplificar, uma organização com baixa maturidade e alto risco pode terceirizar todo o processo, já quem tem alta maturidade e baixo risco, pode contar com apoio pontual para analisar um incidente avançado. O que define a melhor abordagem é a relação de benefício e custo dele. No entanto, é importante compreender que, em qualquer caso, a empresa deve ter conhecimentos básicos de segurança da informação para poder avaliar corretamente os trabalhos externos", comenta Roberto Rebouças, gerente-executivo da Kaspersky no Brasil.
Para proteger a empresa contra ciberataques sofisticados, mesmo com equipes de segurança ou especialistas internos em falta, a Kaspersky recomenda a utilização de serviços de proteção gerenciados. Formações abrangentes de peritos também ajudam os especialistas em cibersegurança a manter as competências relevantes e a estarem mais bem preparados para o cenário das ameaças digitais.
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