Na última semana de abril a DCD conversou com Kevin Cochrane, diretor de inovação da Vultr. A discussão se concentrou na história da Vultr, estratégia de mercado e desenvolvimentos recentes em tecnologia de nuvem. Kevin Cochrane destacou o crescimento da empresa para mais de 100 milhões de dólares (565 milhões de reais) em receita, enfatizando o lançamento do chip Nvidia HGX B200, que a Vultr disponibiliza aos seus clientes e atraiu considerável interesse. O executivo também falou sobre a expansão da Vultr na América Latina, particularmente no Brasil, onde a empresa está alavancando os recursos de energia limpa da região.

Cochrane destacou a missão da empresa de tornar a computação em nuvem mais acessível e disponível globalmente. A Vultr tem investido em infraestrutura de alto desempenho a preços competitivos, especialmente na América Latina, onde a demanda por serviços de nuvem tem crescido significativamente. A empresa está preocupada com a exclusão digital, especialmente em regiões carentes em que o acesso à tecnologia pode ser limitado.

A conversa também abordou as implicações da IA na segurança dos dados e no consumo de energia. Cochrane observou que a crescente demanda por serviços de IA levaria a um maior consumo de energia, necessitando de fontes de energia sustentáveis e infraestrutura robusta de rede elétrica. Ele discutiu a importância da residência e privacidade de dados, particularmente em setores sensíveis como saúde, e o compromisso da Vultr com a soberania de dados e destacou os riscos associados à transferência de dados entre regiões, principalmente em setores sensíveis, explicando como a infraestrutura da Vultr foi projetada para manter os dados seguros e privados. Os serviços da empresa, afirma Kevin, não acessam ou modificam os dados do cliente, garantindo que o controle total permaneça com o usuário.

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Kevin Cochrane – LinkedIn

Cochrane alertou que muitos clientes, especialmente no Brasil, desconhecem os riscos associados ao uso de dados confidenciais em aplicativos de IA, o que pode levar a desafios significativos. O executivo ressaltou a necessidade de melhor compreensão e gerenciamento da segurança de dados à medida que as organizações adotam cada vez mais tecnologias de IA. Para Kevin Cochrane o impacto da IA pode ser comparado ao da internet na década de 1990 e destacou que todos as aplicações corporativas precisarão incorporar IA, o que alterará fundamentalmente a forma como as empresas operam. Cochrane também enfatizou a necessidade de investir em infraestrutura, como data centers e conectividade, para apoiar essa mudança.

Durante a conversa, Kevin Cochrane falou sobre o histórico da Vultr, enfatizando seu crescimento autofinanciado e o recente anúncio do chip B200 otimizado para inferência. Kevin observou os planos de expansão da Vultr na América Latina, incluindo possíveis operações futuras na Colômbia e locais adicionais no Brasil, ao mesmo tempo em que reconheceu a importância dos recursos de energia renovável do Brasil para suas operações.

Kevin Cochrane descreveu a opção de nuvem soberana da Vultr, que recentemente foi reconhecida pela Omdia por seu apoio. Ele enfatizou a necessidade de acesso equitativo à infraestrutura de IA para evitar uma divisão digital cada vez maior, particularmente em regiões historicamente mal atendidas por serviços em nuvem. A Vultr tem como política tratar todos os locais como cidadãos de primeira classe, garantindo que a tecnologia mais recente esteja disponível globalmente.

Para finalizar a entrevista, o diretor de inovação da Vultr falou sobre o crescimento dos data centers no Brasil e a necessidade de soluções de energia sustentável. Ele entende as preocupações com o consumo de energia, mas explica que os chips mais novos melhoram o desempenho por watt, levando a uma maior eficiência energética. No entanto, Cochrane alerta que à medida que a demanda por IA aumenta, o consumo geral de energia também aumentará, exigindo melhorias na infraestrutura da rede elétrica.