A Comunidade de Madri simplificará os trâmites administrativos que precisam ser realizados pelas empresas para instalar Data Centers de processamento de dados (CPD) na região, com o objetivo de facilitar as gestões a serem feitas. O assessor de Digitalização, Miguel López-Valverde, afirmou que essa medida “faz parte da estratégia feita pelo Governo autônomo para atrair os investimentos das empresas que queiram dar o salto a esse mercado em crescimento e transformar a Comunidade em referência continental e mundial”.

López-Valverde visitou o Data Center da multinacional COS Global Services em Tres Cantos com o prefeito da cidade, Jesús Moreno. O assessor explicou que a Comunidade “se consolidou como o hub líder do sul da Europa, com mais de 30 instalações de armazenamento de informação que representam 85% da energia instalada a nível nacional e que concentra 80% da futura oferta esperada no país”.

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Miguel López-Valverde visita Data Center

De acordo com o último relatório da patronal de Data Centers, a Spain DC, essa indústria trará 16,32 bilhões de euros (87,6 bilhões de reais) em investimentos diretos e indiretos à economia regional e tem excelentes previsões futuras, acima dos líderes europeus do setor: Frankfurt, Londres, Amsterdam, Paris e Dublin. A previsão é que chegue a 600 megawatts (MW) em 2026, contra os 160 MW atuais.

Com esse crescimento no horizonte, o Executivo autônomo colocou em andamento em dezembro um guia que detalha todos os passos que as empresas devem dar para consegui-lo. O documento dá informações sobre a obtenção do terreno, as obras necessárias, as permissões que devem ser solicitadas nas diferentes administrações, a documentação que precisa ser entregue durante o processo e até lembra alguns aspectos que não podem ser esquecidos no momento de lidar com um novo projeto, como os riscos trabalhistas e o impacto ambiental.

Necessidade de energia

López-Valverde lembrou que para poder “abordar a transformação digital na região é preciso a ajuda de Data Centers, já que são o suporte para o desenvolvimento da Inteligência Artificial e outras tecnologias disruptivas”. Nesse sentido, frisou que “o Plano estatal de Desenvolvimento da Rede de Transporte de Energia Elétrica 2021/26, atualizado pelo Governo central em janeiro, ameaça o crescimento do setor”.

De acordo com López-Valverde, a revisão desse plano não contempla nenhum investimento à Comunidade de Madri e recusa várias propostas de empresas elétricas para que 59 novos projetos de Data Centers tenham acesso aos megawatts necessários. “Se a Espanha quer ser, através de Madri, uma referência digital europeia, é fundamental aumentar a capacidade de computação e interconexão. E isso só será possível através de mais Data Centers e mais energia. Caso contrário, os investidores escolherão outros países”, concluiu López-Valverde.