A conectividade volta gradualmente à Faixa de Gaza após os cortes do fim de semana.
A NetBlocks confirmou no domingo na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, que os serviços estavam lentamente sendo restabelecidos.
Isso ocorre após os cortes quando as forças israelenses intensificaram seus ataques na região, em represália pelo ataque do Hamas no começo desse mês.
Dois dias antes, em 27 de outubro, a NetBlocks confirmou que havia ocorrido um “colapso na conectividade”.
Os cortes deixaram a maioria dos moradores isolada na região, enquanto o Crescente Vermelho Palestino disse que não conseguia se comunicar com suas equipes em Gaza.
Os moradores ficaram incapazes de contactar o mundo exterior, e seus familiares utilizaram as redes sociais para documentar suas lutas para falar com as pessoas de Gaza.
O principal porta-voz militar de Israel se negou a dizer se o país estava por trás do apagão das telecomunicações, de acordo com a Reuters, mas a infraestrutura foi gravemente danificada pelos ataques.
Musk fornecerá apoio da Starlink às organizações de ajuda de Gaza
Em um esforço para fornecer comunicação essencial às organizações de ajuda, o fundador da SpaceX, Elon Musk, informou que o serviço de Internet Starlink dará “conectividade de apoio a organizações de ajuda reconhecidas internacionalmente em Gaza”.
Seus comentários, entretanto, fizeram com que o Ministro das Comunicações de Israel, Shlomo Karhi, afirmasse que “Israel utilizará todos os meios à sua disposição para lutar contra isso. O Hamas irá utilizá-lo para atividades terroristas. Não há dúvidas a respeito, nós sabemos, e Musk sabe: Hamas é Estado Islâmico”.
“Talvez Musk esteja disposto a condicionar a ajuda à libertação de nossos bebês, filhos, filhas e idosos sequestrados. Todos eles! Até então, meu gabinete cortará qualquer vínculo com a Starlink”.
Em resposta, Musk reiterou que a conectividade só se dará por “razões puramente humanitárias”.
Também afirmou que serão realizados controles completos de segurança com os Governos dos EUA e Israel antes de ativar qualquer terminal da Starlink em Gaza.
Na semana passada, Karhi disse que o Governo israelense estava coordenando com a SpaceX o uso de seus terminais no país, em parte para beneficiar os líderes comunitários nos “assentamentos em áreas de conflito”.
Musk e a Starlink atualmente fornecem apoio de apoio de comunicação à Ucrânia em sua guerra com a Rússia.
O fornecedor de Internet por satélite conectou tanto a população civil como soldados no país em meio à invasão russa vigente.
A Rússia atacou infraestruturas essenciais de redes e telecomunicações, destruindo os meios de comunicação tradicionais, mas a Starlink permitiu que muitos se mantivessem em contato.
Musk, entretanto, também restringiu algumas vezes o acesso ao serviço na Ucrânia, até mesmo perto da Crimeia, ocupada pela Rússia.
Impopular no Irã
Como informou a TeslaNorth, o Ministérios das Telecomunicações do Irã pediu o fim imediato dos serviços de Internet por satélite da Starlink dentro do país, citando “operações não autorizadas” e “violação das regulamentações internacionais”.
O país declarou que a Starlink deve obter licenças para suas atividades no país.
O Comitê Internacional de Regulamentação de Radiocomunicações de Telecomunicações determinou que os serviços de Internet por satélite da Starlink violaram as leis internacionais.
O acesso à Internet no Irã foi amplamente restringido no ano passado por manifestações de alcance nacional. Em resposta à censura, o Governo dos Estados Unidos flexibilizou algumas de suas sanções à exportação de serviços de Internet ao Irã, o que permitiu à SpaceX fornecer a Starlink.
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