A SulAmérica, um dos maiores grupos seguradores do país, modernizou seu ambiente de proteção de dados e de resiliência cibernética com a Commvault, fornecedora de soluções de proteção de dados para ambientes híbridos e multicloud, e a Hitachi Vantara, responsável pela camada de infraestrutura e de armazenamento. Segundo as empresas, o projeto reduziu custos operacionais em até 40%, gerou economia de 70% a 90% no armazenamento e acelerou os processos de backup e de recuperação em até 60%.
Antes da mudança, a seguradora operava um sistema de backup baseado em fitas físicas, com processos manuais, consoles fragmentados e altos custos de manutenção. O ambiente também carecia de visibilidade unificada, apresentava vulnerabilidade a ataques de ransomware, apresentava tempos de recuperação (RTOs) longos e apresentava dificuldade em atender às exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Atualmente, a infraestrutura de TI da companhia é híbrida e multicloud. Os sistemas críticos permanecem em ambiente on-premises e em nuvem privada, enquanto aplicações e dados em expansão ficam na nuvem pública. A empresa mantém ainda um site de Disaster Recovery (DR) para a replicação de dados de alta criticidade.
A implementação começou em 2015 nos sites de São Paulo e do Rio de Janeiro e, dois anos depois, foi estendida aos quatro data centers da seguradora. O processo foi dividido em fases: desenho e validação da arquitetura, implementação e consolidação da plataforma unificada e, por fim, otimização e automação, incluindo deduplicação de storage e cópias auxiliares para o site de DR. A adoção de um console único simplificou a gestão do ambiente híbrido.
De acordo com Carlos Roballo, gerente de contas sênior da Hitachi Vantara, a Commvault concentrou a inteligência no software de proteção e gerenciamento de dados, enquanto a Hitachi sustentou a infraestrutura necessária para viabilizar ganhos de velocidade e eficiência, além da redução de custos. Ele acrescenta que o modelo integrado estabeleceu uma responsabilidade unificada, o que reduziu a complexidade operacional e o risco de lidar com múltiplos fornecedores em momentos críticos.
Daniel da Silva Carneiro, analista sênior de sistemas da SulAmérica, informa que a seguradora eliminou mais de 3 mil fitas físicas e aumentou a produtividade da equipe em 15% a 20% com a centralização da administração e a automação de rotinas. O tempo de recuperação de dados caiu em até 50%, e o de execução de backups, entre 50% e 60%. Em uma base crítica de 25 terabytes, o backup passou de 32 horas para 3 horas. Segundo o analista, a solução também trouxe criptografia avançada, detecção de anomalias em minutos, camadas de proteção contra ransomware e segmentação de rede, além de apoiar a conformidade com a LGPD. Carneiro avalia que a companhia saiu de um ambiente defasado para uma plataforma moderna e afirma que, em dez anos de uso, os resultados em termos de tempo, custos e esforço da equipe superaram as expectativas.
Entre 2023 e 2024, as duas fornecedoras apoiaram a atualização da infraestrutura física da SulAmérica, incluindo a migração de mais de dois petabytes de dados sem perdas nem indisponibilidade. Para Bruno Lobo, diretor-geral da Commvault para a América Latina, o caso reflete a proposta da empresa de oferecer segurança, eficiência operacional e capacidade de acompanhar a transformação digital. Segundo o executivo, ao eliminar processos legados, a seguradora ganhou desempenho, visibilidade e governança, em um trabalho conjunto com a Hitachi Vantara que integrou software e infraestrutura.
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