A Telefônica Brasil, controladora da marca Vivo, fechou o primeiro trimestre de 2026 com avanço na cobertura 5G, crescimento da base pós-paga e aumento das receitas de fibra e de serviços digitais, informa o site Tele.Síntese. A receita líquida somou 15,4 bilhões de reais entre janeiro e março, alta de 7,4% em relação ao mesmo período de 2025. O EBITDA atingiu 6,2 bilhões de reais, aumento de 8,9%, enquanto o lucro líquido chegou a 1,3 bilhão de reais, avanço de 19,2%.
A operadora encerrou março com 117,4 milhões de acessos, crescimento anual de 1,1%. No móvel, foram 103,7 milhões de acessos, com o pós-pago alcançando 72,1 milhões, alta de 6,9%.
A cobertura 5G alcançou 905 municípios, com 316 novas cidades em 12 meses. Segundo a empresa, a rede já atende 71% da população brasileira.
A Vivo encerrou o primeiro trimestre com expansão na operação de fibra óptica. A companhia alcançou 31,5 milhões de casas passadas, alta de 6,2% em relação ao ano anterior, e 8 milhões de casas conectadas, crescimento de 11,5%. A rede FTTH chegou a 453 cidades, com uma penetração de 25,4%. O ARPU ficou em R$ 87,7 e o churn em 1,5%.
A operadora destacou o avanço do Vivo Total, uma oferta que combina banda larga e serviços móveis. A base convergente atingiu 5,1 milhões de acessos, dos quais 3,6 milhões vinculados ao Vivo Total, o que representa um aumento de 32,6%. O produto respondeu por 83,2% das adições de FTTH nas lojas próprias.
No segmento corporativo, as receitas de Dados, TIC e Serviços Digitais somaram 1,4 bilhão de reais, o que representa uma alta de 8,5%. As receitas digitais fixas de B2B cresceram 14,8%, para 1,1 bilhão. No acumulado de 12 meses, as receitas digitais B2B chegaram a 5,4 bilhões de reais, um avanço de 23,8%, o que as levou a representar 8,9% da receita total.
O ecossistema digital registrou crescimento no entretenimento, com receitas de 835 milhões de reais em 12 meses, alta de 24,8%, e 4,4 milhões de assinantes. Os serviços financeiros somaram 426 milhões de reais, um aumento de 12,9%. Desde 2020, o Vivo Pay acumula 1,2 bilhão de reais em originação de empréstimos.
Os investimentos totalizaram 2 bilhões de reais, uma alta de 9,6%, o que equivale a 13,2% da receita líquida. Mais de 75% do Capex foi destinado à rede móvel e à expansão da fibra. A empresa mantém a expectativa de gerar 4,5 bilhões de reais com a venda de ativos ligados à migração da concessão de STFC, com conclusão prevista para 2028.
Para 2026, a Telefônica Brasil informou que a remuneração aos acionistas soma 7 bilhões de reais, incluindo a redução de capital e os juros sobre o capital próprio. A companhia reiterou o compromisso de distribuir, entre 2024 e 2026, ao menos 100% do lucro líquido.
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