A Casa dos Ventos e a Dow firmaram dois novos contratos de longo prazo no modelo de autoprodução por equiparação, ampliando a parceria já existente entre as duas companhias no setor de energia renovável, informa o site Canal Energia. Os acordos permitem que a Dow se torne sócia direta dos empreendimentos de geração, utilizando a energia produzida para abastecer suas operações industriais no Brasil.

No Complexo Fotovoltaico Seriemas, localizado no Mato Grosso do Sul, a Dow passará a deter participação societária. O projeto tem capacidade instalada estimada em 400 MW e previsão de início de operação em setembro deste ano. A entrada da empresa no ativo amplia sua diversificação energética, até então concentrada principalmente em fonte eólica, e reforça o suprimento de energia solar para suas unidades.

A parceria também avança no Complexo Eólico Rio do Vento – Expansão, no Rio Grande do Norte, onde a Dow ampliará sua participação. A combinação entre geração solar e eólica é apontada pelas empresas como uma estratégia para aumentar a flexibilidade operacional e reduzir os riscos associados à sazonalidade das fontes renováveis, garantindo maior estabilidade no fornecimento ao longo do ano.

Os novos acordos firmados entre a Casa dos Ventos e a Dow estão alinhados às metas globais da Dow para ampliar o uso de energias renováveis e reduzir as emissões. A empresa avalia que a entrada em projetos de autoprodução contribui para seu processo de descarbonização, ao mesmo tempo em que proporciona maior previsibilidade de custos. O modelo reduz a exposição à volatilidade do mercado livre e garante maior controle sobre a origem e a estabilidade do suprimento energético utilizado em suas operações no país.

Do lado da Casa dos Ventos, a parceria é apresentada como resultado de uma estratégia conjunta de sustentabilidade e de planejamento energético de longo prazo. A companhia destaca que a combinação de ativos solares e eólicos permite estruturar soluções sob medida para grandes consumidores industriais, ampliando a complementaridade entre as fontes e aumentando a eficiência do fornecimento.

A ampliação da autoprodução por equiparação reforça um movimento crescente entre empresas de grande porte que buscam reduzir custos e elevar a competitividade por meio de participação direta em projetos de geração. A diversificação de diferentes fontes renováveis também é apontada como um fator que fortalece o planejamento energético e reduz riscos operacionais associados à sazonalidade.