A Canalink, empresa do Cabildo de Tenerife através do Instituto de Tecnologia e Energias Renováveis (ITER), começou a trabalhar na rota do futuro sistema de cabos submarinos que ligaria Tenerife a El Hierro, na Espanha. A fase inicial do projeto foi adjudicada à GEOTEAM, através do empreiteiro principal Elettra, e está sendo desenvolvida a bordo da embarcação especializada Explora.

A operação faz parte do projeto europeu 22-ES-DIG-CANALINK-HIERRO, financiado pelo programa Connecting Europe Facility (CEF) da União Europeia, com o objetivo de melhorar a coesão digital entre as ilhas. O trabalho de campo durará cerca de oito dias, se as condições meteorológicas o permitirem, e irá focar na análise do traçado previsto entre os pontos de aterragem de Caletillas (Tenerife) e Tamaduste (El Hierro).

Durante os trabalhos, serão utilizadas técnicas avançadas de análise como batimetria multifeixe, perfilamento geofísico, amostragem de sedimentos e estudos visuais subaquáticos em áreas rasas, utilizando fotografia e vídeo realizados por mergulhadores. Além disso, serão realizados levantamentos topográficos na costa e observadores de mamíferos marinhos participarão para garantir o mínimo impacto ambiental.

O Secretário de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Cabildo de Tenerife, Juan José Martínez, sublinhou a importância estratégica do projeto: "Ligar Tenerife e El Hierro através desta infraestrutura subaquática reforça a coesão digital do Arquipélago e é um passo fundamental para um futuro mais resiliente e competitivo para as nossas ilhas".

Se os resultados das pesquisas forem positivos, espera-se que a implementação do cabo possa começar no segundo trimestre de 2026. No momento, apenas esta fase de perfuração foi autorizada, aguardando a aprovação final para a instalação.

Além disso, o projeto contempla a possibilidade de realizar um levantamento adicional de um ramal que ligaria o cabo principal à ilha de La Palma, especificamente a um ponto de aterragem em Santa Cruz de La Palma. Essa expansão proporcionaria à ilha maior resiliência digital e redundância em suas comunicações, o que fortaleceria seu acesso a serviços tecnológicos críticos.

O CEO da Canalink, Rubén Molowny, ressaltou que "esses estudos são essenciais para garantir a viabilidade da rota e minimizar os riscos durante a instalação, pois fornecem informações críticas que confirmarão se a próxima fase do projeto pode prosseguir com todas as garantias".