A Brisanet anunciou que iniciará sua operação móvel no Centro-Oeste em 2026, com a construção de rede em 120 cidades — divididas entre Goiás e Mato Grosso do Sul — priorizando municípios com menos de 30 mil habitantes, informa o site Tele.Síntese. A empresa prevê o início da geração de receita a partir de julho, mas reconhece que a expansão deve pressionar o resultado operacional, mantendo o EBITDA em nível semelhante ao de 2024.
Segundo o CEO José Roberto Nogueira, o projeto seguirá o modelo adotado no Nordeste, com infraestrutura própria e construção de torres. A companhia afirma que o compromisso formal com a Anatel abrange 115 cidades, mas o plano foi ampliado para 120 devido à necessidade de cobrir áreas integradas.
A ativação comercial ocorrerá em etapas. O primeiro grupo de cidades deve entrar em operação em julho, com novas ativações ao longo dos meses seguintes. A previsão é concluir o ciclo entre outubro e novembro.
A Brisanet direcionou sua estratégia de expansão para cidades menores do Centro-Oeste, onde pretende oferecer cobertura 4G e 5G antes das grandes operadoras. A empresa afirma que replicará o modelo adotado no Nordeste, utilizando infraestrutura própria e aplicando o aprendizado acumulado em questões de plataforma, de dispositivos e de modelo comercial.
A companhia projeta um ticket médio inicial superior ao registrado no Nordeste e informou que não instalará backbone próprio na região, optando por contratar redes de rede redundante para atender às 120 cidades previstas. Segundo a administração, os acordos de acesso e conectividade já foram firmados, e boa parte dos equipamentos necessários já foi adquirida.
A expansão deve pressionar a rentabilidade em 2026. José Roberto Nogueira afirmou que o EBITDA ficará em nível semelhante ao de 2024 devido aos custos pré-operacionais, que antecedem a geração de receita. O CAPEX estimado para 2026 é de cerca de 700 milhões de reais, alinhado ao investimento do ano anterior.
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