Um grupo ativista de esquerda responsável por cortes de energia na capital alemã citou data centers em uma declaração explicando suas ações.

O Vulkangruppe (Grupo Vulcão) reivindicou a responsabilidade pela sabotagem de uma central elétrica no sábado, que cortou a eletricidade em propriedades no sudoeste de Berlim. O fornecimento de energia só foi restabelecido na quarta-feira.

power cut outage
– Thinkstock / David Gold

Uma declaração atribuída ao grupo foi publicada no Indymedia em 4 de janeiro, afirmando que o ataque foi um "ato de autodefesa e solidariedade internacional com todos aqueles que protegem a Terra e a vida".

A declaração mencionava que os data centers e a IA impulsionavam uma fome "insaciável" por energia que estava "devorando a crosta terrestre e nossas vidas".

"Alimentamos os nossos dados às chamadas 'nuvens', que nada mais são do que gigantescos data centers e parques de servidores que consomem muita energia. Estes também consomem nossa água potável e produzem números que bombardeiam nossas telas com spam inútil, supostamente importante, até nos esquecermos de como olhar nos olhos de nosso vizinho".

Mas uma declaração separada, também atribuída ao Vulkangruppe, foi publicada no Indymedia em 7 de janeiro, alegando que o ataque à central elétrica foi conduzido por um grupo separado que opera sob o nome Vulkangruppe.

“Nós nos distanciamos expressamente de todas as ações dos últimos anos realizadas em nosso nome ou em nossa referência”, diz a declaração.

De qualquer forma, parece não ter havido relatos importantes de interrupções nos data centers. A operadora alemã NorthC disse à DCD que não foi afetada, e a DCD também entrou em contato com as empresas Vantage, Penta Infra e nLighten.

A Alemanha viu um influxo de projetos de data centers em grande escala em 2025. Em novembro, o proprietário da Lidl, Schwarz Group, iniciou a construção de uma instalação de 200 MW em Lübbenau e, em dezembro, a grande empresa de telecomunicações Deutsche Telekom e o Schwarz Group estavam supostamente em negociações para se candidatarem ao fundo de gigafábricas de IA da União Europeia, no valor de 20 bilhões de euros (123 bilhões de reais).

Hiperescalas como Google, Microsoft e AWS também fizeram promessas de investimento no país.

*Texto traduzido e editado ao português por Bruno Faria