A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a conexão de novos projetos de data centers da Ascenty à Rede Básica de transmissão de energia elétrica, em empreendimentos localizados nos municípios de Campinas e Vinhedo, no interior paulista, informa o site Megawhat, da UOL. Ao todo, as autorizações contemplam cargas previstas de até 297 MW até 2029. A concessão ocorreu após a empresa obter os respectivos pareceres de acesso junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e formalizar os contratos de uso do sistema de transmissão.

As decisões foram publicadas por meio de despachos no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 16 de setembro.

No caso do projeto Ascenty Campinas, o acesso à rede ocorrerá pela subestação Campinas, de propriedade da Axia Energia (antiga Eletrobras), por meio de uma linha de transmissão de 500 kV com extensão aproximada de 2 quilômetros. O contrato assinado com o ONS prevê disponibilização de 150 MW a partir de 2029.

A efetivação da conexão, contudo, está condicionada à entrada em operação da futura subestação Santana e às obras de reforço associadas à rede de transmissão da região. De acordo com o parecer técnico do ONS, o sistema já apresenta níveis reduzidos de tensão em trechos das linhas de 440 kV e 500 kV na área, quadro que tenderia a se agravar com a entrada do novo consumidor. Ainda assim, considerando as obras planejadas para a SE Santana, o operador avaliou ser viável o atendimento ao empreendimento.

Em Vinhedo, a Aneel concedeu outras duas autorizações, referentes aos projetos Ascenty Vinhedo 1 e 2 e Ascenty Vinhedo 3, 4 e 5. As unidades utilizarão, em conjunto, a futura subestação Ascenty Vinhedo e serão conectadas à Rede Básica por meio do seccionamento da linha de transmissão de 500 kV Itatiba–Bateias.

Para o Ascenty Vinhedo 1 e 2, a demanda prevista é de 75 MW a partir de janeiro de 2029. Já para o Ascenty Vinhedo 3, 4 e 5, a estimativa apresentada ao ONS é de 72 MW entre maio e dezembro do mesmo ano. A empresa também informou uma demanda adicional de 180 MW a partir de janeiro de 2030, valor que, segundo o processo, ficou fora do horizonte de contratação analisado pelo operador nesta etapa.

Assim como no caso de Campinas, a entrada em operação dos projetos de Vinhedo depende da conclusão da SE Santana e das obras associadas. O ONS concluiu que as novas cargas não devem gerar problemas relevantes de sobrecarga nas linhas e nos equipamentos da região, embora contribuam para agravar uma condição de baixa tensão já observada no sistema.