A Equinix, empresa global de infraestrutura digital, vem ampliando sua presença na América Latina por meio de investimentos que reforçam sua estratégia de crescimento na região. Entre 2025 e 2026, a companhia destinou mais de 419 milhões de dólares (2,1 bilhões de reais) a mercados considerados estratégicos: Brasil (270 milhões – 1,3 bilhão de reais), México (81 milhões – 403,8 milhões de reais), Chile (42 milhões – 209,4 milhões de reais) e Colômbia (28 milhões – 139,6 milhões de reais). Os recursos impulsionam a construção de novos data centers, a expansão de unidades existentes e a oferta de serviços voltados à nuvem, à interconexão e à inteligência artificial.
Segundo a empresa, os aportes fortalecem a plataforma International Business Exchange (IBX) e ampliam a capacidade de interconexão necessária para atender provedores de nuvem, operadoras e empresas que dependem de ecossistemas digitais em rápida evolução.
De acordo com o Equinix Global Interconnection Index (GXI) 2024, a largura de banda de interconexão nas Américas deve crescer a uma taxa anual composta de 34% até 2029, impulsionada pela adoção de modelos multicloud e de arquiteturas híbridas. Consultorias como JLL e Research and Markets também projetam expansão: o inventário de data centers de colocation na América Latina deve crescer cerca de 20% em 2025, com maior concentração de demanda no Brasil, no México, no Chile e na Colômbia.
O Brasil segue como o principal mercado de infraestrutura digital da América Latina e como peça central na estratégia regional da Equinix. Entre 2025 e 2026, a empresa avançou com novas fases de expansão em São Paulo e no Rio de Janeiro, incluindo a entrada em operação do data center RJ3, que recebeu investimento inicial de cerca de 45 milhões de dólares (224,3 milhões de reais) e capacidade superior a 550 gabinetes na primeira etapa.
Segundo a Research and Markets, o país concentra mais de 50% da capacidade instalada e em desenvolvimento de data centers na região, mantendo-se como destino prioritário para provedores de nuvem, plataformas de conteúdo e projetos de inteligência artificial em larga escala.
No México, a Equinix reforçou sua atuação com a expansão de suas unidades em Monterrey. No fim de 2025, anunciou um investimento de 81 milhões de dólares no data center MO2, projetado para atender à demanda crescente por conectividade de baixa latência e acesso direto a provedores de nuvem. A empresa também ampliou a oferta do Equinix Fabric®, que permite interconexão privada com serviços como AWS e Oracle Cloud.
O Chile permanece como um dos focos de expansão da companhia. Em 2025, foram destinados cerca de 42 milhões de dólares à segunda fase do data center ST2, em Santiago, o que resultou na adição de mais de 425 gabinetes. A capital chilena vem se fortalecendo como hub regional devido à estabilidade regulatória, à chegada de novos cabos submarinos e ao aumento da demanda por serviços em nuvem em setores como finanças, varejo e mineração. Estudos indicam um crescimento anual de cerca de 25% na adoção de nuvem no país.
Na Colômbia, a empresa ampliou sua presença com o desenvolvimento de um segundo data center em Bogotá, apoiado por um investimento de aproximadamente 28 milhões de dólares. A cidade desponta como um dos mercados de crescimento mais acelerado da região andina, impulsionada pela digitalização empresarial, pela expansão do setor de fintech e pela maior adoção de serviços em nuvem.
Além da expansão física, a Equinix lançou serviços voltados a cargas de trabalho de inteligência artificial, análises avançadas e arquiteturas híbridas, incluindo o Distributed AI Hub e soluções de interconexão de alto desempenho. O GXI 2024 prevê que mais de 80% dos investimentos corporativos em infraestrutura digital serão baseados em modelos de assinatura até 2026.
A empresa considera a América Latina um componente essencial de sua visão global de infraestrutura distribuída. Com investimentos contínuos e um portfólio ampliado, a Equinix busca apoiar o avanço tecnológico da região. Estimativas do setor indicam que mais de 15 bilhões de dólares (74,8 bilhões de reais) devem ser investidos em novos data centers latino-americanos até 2030, consolidando o papel da região na economia digital mundial.
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