A Amazon Web Services (AWS) destacou um crescimento significativo em seu mais recente relatório anual de sustentabilidade.

A empresa afirmou que, no ano passado, "aumentou a capacidade de seus data centers em nível global mais do que qualquer outra empresa", incluindo "mais de 1,2 gigawatts (GW) só no quarto trimestre".

AWS cheetah
– Sebastian Moss

A Amazon não revelou o consumo total de energia de seus data centers, mas, entre outubro de 2024 e outubro de 2025, aumentou essa capacidade em 3,8 GW. "Para contextualizar, temos agora o dobro da capacidade de energia que a AWS tinha em 2022 e estamos em bom caminho para duplicar novamente até 2027", afirmou à época o CEO Andy Jassy.

Sua divisão de nuvem operava um total de 5,28 milhões de m² de espaço em data centers e escritórios em 2025, de acordo com seu relatório 10-K. Isso representa um aumento de 16% em relação a 2024.

Cerca de metade desse espaço é de propriedade da empresa, e o restante é alugado. Seus data centers consumiram 2,5 bilhões de galões de água em 2025, revelou a empresa no mês passado.

Embora a pegada total da Amazon seja desconhecida, para contextualizar, o governo do Reino Unido constatou que o país tinha aproximadamente 1,6 GW de capacidade de data centers em 2024. A capital dos data centers, Virgínia, tem capacidade de até 8 GW, segundo a JLL Research, além de mais 4 GW em construção.

Quanto aos concorrentes da Amazon, os números exatos também não foram divulgados. A Microsoft disponibilizou 1 GW de capacidade de data centers no que denomina 2.º trimestre do ano fiscal de 2026, mas esse período corresponde, na verdade, ao 4.º trimestre da Amazon. No seu ano fiscal de 2025, a Microsoft colocou em funcionamento um total de 2 GW.

Apesar da concorrência crescente por parte das "neoclouds", a Amazon Web Services continua a ser o maior fornecedor de serviços na nuvem do mundo, com a Synergy Research reportando uma quota de mercado global de 28% para a empresa. A Microsoft ficou em segundo lugar, com 21%, enquanto a Google registou 14%.

*Texto traduzido e editado ao português por Bruno Faria