A empresa de inteligência em segurança cibernética Aiqon revelou as descobertas do relatório anual da Netwrix sobre tendências de segurança cibernética híbrida. Este estudo, baseado nas respostas de 2.150 líderes de TI e segurança de 121 países, incluindo o Brasil, destaca um fenômeno crescente: 37% das empresas adaptaram sua infraestrutura de segurança digital em resposta a ataques baseados em IA.
O documento destaca as principais preocupações entre os profissionais de segurança digital. Por exemplo, 30% dos entrevistados estão preocupados com a superfície de ataque criada por aplicativos de IA baixados pelos usuários, enquanto 29% citam dificuldades em cumprir regulamentações que exigem testes de segurança de sistemas com tecnologia de IA.
O estudo também alerta sobre a lacuna entre a evolução dos ataques de IA e a preparação das empresas. Segundo especialistas, os criminosos incorporaram a IA em suas táticas e operam com unidades dedicadas exclusivamente a inovar métodos de ataque.
Esse avanço deixa muitas organizações vulneráveis, pois a adoção de plataformas de segurança baseadas em IA não acompanhou o ritmo.
Os custos associados aos ataques cibernéticos se tornaram uma preocupação significativa. Segundo o relatório, 43% dos entrevistados indicaram que precisaram fazer investimentos urgentes para reparar falhas de infraestrutura, enquanto 17% admitiram ter perdido vantagens competitivas e 13% sofreram perdas de clientes após incidentes de segurança.
Diante desse cenário, algumas empresas têm optado por adquirir um seguro cibernético, embora a redução dos custos dedutíveis exija a demonstração de uma estratégia de segurança digital madura. Os números mostram que 72% dos entrevistados implementam autenticação multifator (MFA), 54% realizam gerenciamento seguro de patches e 48% usam plataformas de gerenciamento de identidade (IAM).
O relatório identifica o phishing como o principal vetor de ataque em 2025. 76% dos líderes de TI consideram esse tipo de fraude a maior preocupação em ambientes de computação em nuvem, enquanto em infraestruturas locais o número sobe para 69%. Especialistas alertam que os ataques de phishing se tornaram cada vez mais sofisticados graças à IA.
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